O melhor da década

por Laís Semis

Os Strokes até que podiam ser uma versão rock das boybands. Tudo programado para funcionar segundo a ordem: cinco caras estilosamente desarrumados e despenteados num cenário antigo de programa de televisão tocando “Last Nite”. A qualidade da imagem também dá essa impressão, de que os Strokes não passam de uma banda velha, tocando músicas de garagem.

(“Last Nite”, o primeiro single dos Strokes)

Vinte e tantos anos mal completados, um disquinho nas mãos, um refrão queimando na garganta de Julian Casablancas. “Last night she said oh, baby, I feel so down…” e uma multidão sedenta e cansada do pessimismo que o Nirvana havia deixado. A consagração não demorou a vir.

Mas, agora, já faz dez anos desde “Last Nite”. Desde que a canção largou os bares e tomou, sem cessar, as rádios de todo o mundo. Em 2005, quando estavam prestes a lançar seu terceiro álbum, o baterista Fabrizio Moretti disse que sentia ter vivido 20 anos em quatro. Afinal, a avalanche Strokes abriu e abraçou a geração. “Is This It?”, o álbum, foi considerado um dos melhores lançados no ano de 2001 e eleito pela revista inglesa New Musical Express (NME), o melhor disco da década de 2000.

The Strokes: de Nova York para o mundo.

“Para algumas pessoas, o Strokes não passa de uma lembrança divertida”, comenta Julian Casablancas, o vocalista, numa perspectiva avaliativa acerca do que a banda se tornou desde o seu início até hoje; contando três discos e uma parada para desenvolver projetos pessoais em dez anos.

Depois de quatro anos separados, o Strokes de agora soa quase como um ressentimento e uma obrigação que devem aos fãs, como se o tempo afastados e os álbuns solos dos integrantes tivessem feito a unidade strokiana se perder. Nesses anos, parece que os Strokes realmente viveram, por causa da internet e do intenso fluxo de bandas novas surgindo a  todo momento no MySpace, uma carreira no ‘acelerado’. Tudo aconteceu muito rápido: o sucesso, a realização de projetos paralelos, o dispersamento da banda. O resultado foi que cada um deles querem tentar experiências novas, pois tiveram uma dose muito grande de Strokes em pouco tempo.

Eles se dizem felizes pelo disco novo, que segundo o baterista se assemelha, musicalmente, ao “This Is It?”. Contudo, o lançamento do quarto álbum já foi adiado três vezes e agora a previsão é de só saia em março do ano de 2011.

Da esquerda para direita: Nikolai Fraiture, Nick Valensi, Albert Hammond Jr., Fabrizio Moretti e Julian Casablancas. Strokes em turnê brasileira do disco "Room Of Fire", foto de Marcos Hermes.

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