Papai Noel, velho batuta

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

Ao escrever para este blog o artigo intitulado “Merry Christmas (I Don´t Want To Fight Tonight)“, retomei o contato com as muitas canções do movimento punk brasileiro que marcaram a minha juventude. Garotos Podres, Inocentes, Cólera e Replicantes são algumas das bandas que conheci, principalmente, devido a um colega de escola chamado Marcelo Cunha. Vindo do ABC Paulista, ele trouxe para o município de Pinhalzinho – SP, onde morei entre 1987 e 1990, os ecos de uma batida seca e forte embalada em fitas cassete e que buscava imprimir na sua bateria durante os ensaios da banda pinhalzinhense Greve Geral,  cujo nome, se não me engano, fora sugestão sua.

Desta seara, creio ser oportuno chamar a atenção dos Leitores, aproveitando o período de festas que encerram mais um ano, para uma composição da banda Garotos Podres. Vale à pena conferir a gravação que encontrei no Youtube.

Bons dias !!!

Boosabum Eduardo Godoi (3o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

Merry Christmas (I Don’t Want To Fight Tonight)

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

Durante o período natalino, a maratona de eventos nos traz alguma alegria, umas tantas preocupações com os seus preparativos e um enorme cansaço. Além dos presentes, abraços e sorrisos familiares, sorrisos, abraços e presentes corporativos. Ao invés de um ritmo suave e adequado às poucas energias que nos restam, um último espasmo. Portanto, não é incomum que o stress gere alguns atritos entre amigos e parentes. Deste modo, considero bastante oportuna a memória do meu irmão caçula ao lembrar de uma singela canção da banda  The Ramones, cujo refrão entoa: “feliz natal, eu não quero brigar com você nesta noite”.

Como uma recordação, às vezes, também puxa outra, fui buscar na internet uma gravação da banda Blink-182. A canção, intitulada I WON´T BE HOME FOR CHRISTMAS, aborda a suposta necessidade de sermos gentis – durante o natal – com pessoas com as quais não temos relações amistosas ao longo do ano. O personagem principal desta estória ameaça até bater com um taco de baseball naqueles que insistem em trazer o espírito natalino à sua porta.

Bons dias e feliz natal a todos !!!

Boosabum Eduardo Godoi (3o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

O outro lado de Chuck Bass

por Laís Semis

“Eu sou Chuck Bass” é o argumento que, egocentricamente, ele utiliza para justificar e explicar todos os seus atos. Personagem da série americana adolescente Gossip Girl que se encontra em sua 4ª temporada, Bass é um almofadinha bilionário sempre com idéias diabólicas e metido em problemas e que leva o nome de alguém que tudo pode e ninguém é capaz de deter.

Ed Westwick na pele do anti-herói Chuck Bass

Mas, para aqueles que acham que essa justificativa é invalida, ele também atende pelo nome de Ed Westwick. E tem outra profissão além de ser um playboyzinho do Upper Est Side; bem mais carismático, nas horas vagas ele é o frontman do Filthy Youth.

Nitidamente influenciados pelos conterrâneos contemporâneos Libertines e os suecos do The Hives, eles soam como uma banda que tem como única pretensão se divertir, daquelas que mesmo fazendo shows para grandes públicos, vão continuar parecendo uma banda de bares escuros. O Filthy Youth traz vestígios do indie rock do início da década, atacando com um rock de rua e um espírito de quem pretende explodir.

Westwick (2º da direita para esquerda) com os companheiros do Filthy Youth

The Filthy Youth surgiu em 2006, um ano antes de Gossip Girl estrear.  Embora Westwick se orgulhe do Filthy Youth e de suas músicas, não deu para manter os dois trabalhos simultaneamente, já que a série é gravada nos Estados Unidos e os integrantes de sua banda se encontram na Inglaterra.

Apesar de tudo, ainda é muito difícil separar a imagem de Westwick daquela de Chuck Bass. Ele ainda não se criou, não se apartou, ainda é um personagem que deixou as luxuosas roupas, a fantasia do anti-herói, para cantar em pubs.

Ouça The Filthy Young em: http://www.myspace.com/thefilthyyouth

Sobre a agressividade no esporte e sua avaliação

por                      Daniel Bartholomeu

Afonso Antonio Machado

José Maria Montiel

A agressividade tem sido considerada como uma problemática bastante contundente dentro da sociedade atual e mesmo nos esportes. Embora a sociedade tente suprimir os comportamentos agressivos nos contextos diários por meio dos sistemas legais e penais, no esporte, certas condutas dessa natureza são, por vezes, reforçadas, sob a prerrogativa do “verdadeiro espírito esportivo” (Stephens, 1996).

Russel (1993) ressalta que os esportes provêm um setting no qual os atos de agressão interpessoal são, não somente tolerados como aplaudidos por muitos seguimentos da sociedade. As regras específicas de cada modalidade esportiva é que dizem quais formas de agressão são aceitáveis quais são ilegais.

Dentro desse contexto, Baron (1977) define a agressão como qualquer forma de comportamento dirigido ao objetivo de causar injúria ou danos a outra pessoa que, por sua vez, é motivada a evitar esse tipo de tratamento. Assim, não somente agressões físicas mas a intimidação (verbal ou não verbal) também é contemplada nessa definição, desde que sejam direcionados a causar prejuízos a outrem, sendo essa a definição adotada nesse trabalho. Autores como Anshel (1994) e Bredemeier (1978) propuseram formas diferentes de condutas agressivas, diferenciando agressividade hostil (definida como resposta agressiva a outros que o irritaram ou provocaram) também denominada por agressão reativa; da agressividade instrumental, desempenhada como um meio para alcançar a um fim específico como vencer uma competição, acarretando, igualmente, danos aos demais. Alguns autores fazem uma distinção básica desse tipo de conduta em relação ao comportamento assertivo, apontando que nesse último, não há a intenção de causar dano. Desse modo, danos acidentais causados são considerados ainda, respostas assertivas.

Vale ressaltar que, no esporte particularmente, as situações e regras específicas de cada modalidade determinariam a intencionalidade danosa de cada ato, sendo que, em certos esportes específicos como boxe, jiu-jitsu ou rugby, o dano, muitas vezes é visto como acidental. Tal componente de intencionalidade representa, justamente, a maior dificuldade em mensurar a agressividade no esporte e é seu elemento essencial. Em situação de jogo, comumente cabe aos árbritos determinar tal aspecto do comportamento emitido, introduzindo assim um novo critério operacional na definição do comportamento agressivo esportivo que é a violação de regras (Russel, 1981; Widmeyer & Birch, 1984).

A maior parte dos instrumentos desenvolvidos para a avaliação da agressividade no esporte ainda carece de estudos que atestem suas qualidades psicométricas. Ao lado disso, no Brasil, não foram identificados testes para tal objetivo, o que torna as avaliações das condutas agressivas demasiadamente sujeita à subjetividade de quem a observa (Mcguire e cols, 1992).

Bartholomeu e Machado (2008) publicaram estudos iniciais de uma medida de avaliação da agressividade em atletas. Foram investigados 172 atletas de cinco modalidades esportivas distintas, com idades entre 14 e 58 anos, com média de 21 anos (DP=5,99).  A escala foi composta de 54 itens descritores de condutas agressivas no esporte com respostas fechadas no formato likert com três níveis possíveis de avaliação em que o atleta deveria assinalar a freqüência de ocorrência entre sempre (2 pontos), às vezes (1 ponto) e nunca (0 ponto). Os resultados da análise de funcionamento diferencial de itens por sexo revelaram que somente seis desses demonstraram favorecer um ou outro desses grupos. A análise de componentes principais e rotação varimax sugeriu uma estrutura de três fatores que explicaram 44,31% de variância. Os fatores foram, Condutas Intimidativas, Comportamento agressivo declarado, Agressividade encoberta. Os coeficientes alfa de Cronbach variaram de 0,74 a 0,90. Não foram encontradas diferenças significativas em nenhum dos fatores entre as modalidades esportivas estudadas. Esses resultados habilitam o instrumento para o uso em futuras pesquisas.

Referências

Bartholomeu, D.; & Machado, A.A. (2008). Estudos iniciais de uma Escala de Agressividade em Competição. Interação em Psicologia, 12(2), p. 189-201.

McGuire, L., Cuutneya. K., Wrdnneyer, W. & Carron. A. (1992). Aggression as a potential mediator and the home advantage in professional ice hockey. Journal of Sport and Exercise Psychology, 14, 148-158.

Russell, G. (1993). The social psychology of sport.  New York: SpringerVerlag.

Widmeyer, W., & Birch, J. (1984). Aggression in professional ice Hockey: A strategy for success or a reaction to failure? The Journal of Psychology, 117, 77-84.

Anshel, M. (1994). Sport psychology: From theory to practice. Scottsdale, Gorsuch Scarisback.

Bredemeier B. (1994). Children’s moral reasoning and their assertive, aggressive, and submissive tendencies in sport and daily life. Journal of Sport and Exercise Psychology, 16, 1-14.

Baron, K. (1977). Human aggression. New York: Plenum. Berkowitz,

Stephens, D., & Bredemeier, H. (1996). Moral atmosphere and judgments about aggression in girl´s soccer. Relationships among moral and motivational variables. Journal of Sport and Exercise Psychology, l5,158-173.

A contradição dos garotos imaginários

Por Laís Semis

A escuridão melancólica invadiu o pop nos anos 80, como se bolinhas de sabão explodissem no céu de uma Londres nebulosa. Ao mesmo tempo que mantém um visual dark, maquiagem pesada, eles estão dançando em clips, com alguém usando uma jaquetinha dourada, carregando gatinhos.  Sempre achei que o The Cure fosse um paradoxo que consegue conviver perfeitamente com suas próprias contradições.

É o tipo de banda que atrai fãs de todos os jeitos, prova disso foi o tributo da MTV “Icon The Cure”. O especial foi apresentado em 2004 pelo, no mínimo, esquisitíssimo Marilyn Mason e reuniu bandas de diferentes estilos; Razorlight, blink-182 (grandes fãs de Robert Smith e que gravaram a faixa “All Of This” do seu último disco com sua participação), Metallica, Chili Peppers, Audioslave para prestar suas homenagens. O palco trazia no cenário uma floresta de árvores secas, cheia de neblina e com luzes coloridas, como num pesadelo.

E, incrivelmente, nesse ambiente ainda é possível sentir um senso de humor. Despertando a contradição, distorcendo a suposta beleza das flores, enquanto falam de amor, discursando sob melodias facilmente reconhecíveis.

Peles pálidas, batons borrados, capelos despenteados. Um visual consolidado que, se pode te remeter à toda uma era glam pourpurina, consegue numa figura simpática te remeter mais precisamente ao Robert Smith e ao Cure. Não seria exagero dizer que Robert Smith é o próprio The Cure, visto que é o único integrante que sobreviveu a todas as gerações que se sucederam dentro da banda e ainda hoje o The Cure é o mesmo de quando lançaram “Three Imaginary Boys”.

The Cure, a boa contradição

Imaginários ou não, o The Cure deve ser mesmo como a faixa integrante do último álbum deles, o “Disintegration”: uma noite de delírios de garotos fortes, que não choram.