sobre ‘peixe grande’… dessa vez.

por Daniel Potenza

não ser bom para histórias deve ser o pior começo para falar de um filme. mas poderia ser pior: ser ruim da memória também… hum…

tentei notas da sequência das muitas e muitas histórias enquanto re-assistia ao filme pela seiláqual vez depois de nãoseiquantos anos. mas, como qualquer re-telespectador, havia tanta coisa não notada, tanto não vivido, referências perdidas e ainda tanto a descobrir… as notas foram esquecidas logo.

talvez devesse ter anotado as frases de efeito, os conselhos, as lições… mas muito certamente, alguém já havia feito isso; e desisti.

achei então que deveria ter chorado mais, saudadeado mais (não, meu pai não morreu… aliás, ronca do meu lado agora…). lembro (lembro?) ter sentido o filme muito intensamente noutra uma vez… minha mãe… há anos dormiu enfim… outra história.

o pai daqui conta histórias incríveis, exagera, muda de ideia a cada esquina e cativa. ri, faz piadas embaraçantes, me/se envergonha e diverte. ensina mais que qualquer um, desde quando era herói. desde quando eu nem sabia quanto iguais eram pai e filho…

até o fim.

e se, chorarei mais, saudadearei tanto que já dói a falta das histórias que ele não deve contar ao filho do filho que vem… se…

(sempre sempre espanto como mudam os sentidos mudados os contextos.)

não sou bom para histórias…e pior ainda no que poderia ser pior. as faltas que fazem…

então, pouco antes de dormir, sonho o dia em que o menino encontrará por acaso um filme velho na estante. e os muitos contextos que uma história promete… aos que (não) acreditam…

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O Taekwon-Do e a sua história

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

Em uma pesquisa recente sobre a história do Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do, encontrei uma referência instigante a uma obra intitulada “A KILLING ART: THE UNTOLD HISTORY OF TAEKWON-DO”. O livro é de autoria de Alex Gillis que, além de jornalista, foi praticante de Taekwon-Do e conheceu pessoalmente o General Choi Hong Hi, entrevistando-o, inclusive. Além do criador do Taekwon-Do, Alex Gillis também conheceu e entrevistou alguns outros Mestres fundadores da ITF (International Taekwon-Do Federation) e da WTF (World Taekowndo Federation).

A Killing Art: The Untold History of Taekwon-Do

Uma resenha do livro, escrita pela britânica Lesley Jackson (2o. Dan Taekwon-Do ITF) pode ser encontrado no MARTIAL EDGE: um ótimo sítio eletrônico que aborda, de um modo mais acadêmico, as Artes Marciais. Segundo a resenhista,

“We are given a no-holds-barred recount of the birth of this global martial art and the mind-numbing corruption, back stabbing and total giggery pokery that would give any soap opera writer material for years.” (http://www.martialedge.net/reviews/books/a-killing-art/)

Em um outro momento, Lesley Jackson também entrevistou Alex Gillis para o site MARTIAL EDGE. Ao falar sobre o processo de pesquisa que envolveu a elaboração de seu livro, o autor conta-nos o seguinte:

“The book was difficult to research because many facts were bizarre and took enormous effort to corroborate. It was a seven-year project. I began by reading most of the mainstream works about Taekwondo and conducting a couple of crucial interviews. Afterwards, I dove into obscure sources, including more than 4,000 pages of U.S. Congressional documents about Koreagate, the scandal that followed Watergate in the 1970s. Those documents, along with Korean-language ones, contained previously classified details about martial arts leaders and secret-service agents in Taekwondo in the 1960s and 1970s, which was when Taekwondo became as hot as Karate and Kungfu.

I interviewed some of the pioneers of the art after much of the research was done, interviews that were the most challenging in my career as a journalist. In one case, I had to interview a former martial arts assassin. In a second, I needed to corroborate that a martial arts instructor had been a Korean CIA agent in a highly publicized presidential kidnapping. In a third, I had to triple-check that a cult had been involved with Taekwondo. I found at least two sources, usually three, for every fact.

During the interviews, too many people asked not to be named or told me to avoid naming someone who might take offense. I’d sit back at night and think things like, ‘Okay, this martial artist who I’m not supposed to name was part of a mass espionage mission that resulted in innocent people tortured and killed, and I’m supposed to be careful not to hurt his feelings?’ The terror these men instilled in others was palpable even decades after the events.” (http://www.martialedge.net/articles/interviews-question-and-answers/alex-gillis-and-a-killing-art-/)

Alex Gillis, o autor do livro "A Killing Art: The Untold History of Taekwon-Do

Esta reveladora entrevista recordou-me a existência de um artigo publicado na revista “Conexões” (CONEXÕES, Revista da Faculdade de Educação Física da UNICAMP, Campinas, v. 0, n. 4, 2000 – ISSN 1983 – 9030), onde encontrei uma associação desta Arte Marcial com a repressão política na época da ditadura militar no Brasil.

“Sua introdução no Brasil ocorreu no ano de 1970, atrelada a fatos políticos, isto por que o presidente do Brasil na época, Médici, entrou em contato com o criador do taekwondo e solicitou-o envio de instrutores na intenção destes ajudarem a polícia no combate ao terrorismo.” (http://www.taochido.com/trabalhos/tkdsphistoria.pdf)

Segundo o autor da obra “A KILLING ART: THE UNTOLD HISTORY OF TAEKWON-DO”, alguns Mestres e Instrutores desta Arte Marcial teriam se envolvido em atos de corrupção, assassinatos políticos, torturas, sequestros etc. O próprio General Choi Hong Hi, considerado o pai fundador do Taekwon-Do, teria participado de um golpe de estado que instalaria, em abril de 1960, uma ditadura militar na Coréia do Sul. (http://www.martialedge.net/definition/people/general-choi-hong-hi/)

Prezados Leitores, uma melhor compreensão da história da criação do Taekwon-Do e da sua rápida difusão no âmbito da Guerra Fria certamente trará contribuições significativas para o aperfeiçoamento das várias esferas de gerenciamento desta importante Arte Marcial em nosso país e no mundo.

Bons dias !!!

Boosabum Eduardo Godoi (3o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

O homem que queria ser Rei

por Laís Semis

Ele não jogou Jumanji, não foi Patch Adams e não é o homem bicentenário. Não, não é “Robin Williams”. “Eu tenho 30 anos e ele 60. Eu tocava no Take That e ele fazia ‘Uma Babá Quase Perfeita’”, explica Robbie Williams, freqüentemente confundido com o ator, ele é um dos cantores mais celebrados do pop europeu, que toca em trilhas de filmes, novelas, enlouquece as multidões femininas e é obcecado pelo cabelo do jogador inglês David Beckham.

Durante os cinco anos em que participou do Take That, foram apresentadas músicas que se tornaram conhecidas, Robbie Williams era o queridinho pelo público dentre os integrantes e já tinham conseguido reconhecimento. Do Take That não traz as melhores recordações, mas o que podia dele aproveitar para refazer sua carreira (e isso inclui “Angels” e a histeria da primeira, segunda, terceira e todas as filas).

Robbie Williams encarnando mais uma de suas personalidades no clipe “Let Me Entertain You”, em uma homenagem ao Kiss

Muitos não consideram o que ele tem a dizer, mas a cantar e interpretar. E ele pode até se vestir e encenar Elvis Presley em seus clipes, manter aquele penteado Morrissey e fazer covers do Queen, mesmo que esta apresentação seja muito criticada por John Deacon (Queen) – “Robbie Williams não é Freddie Mercury. Mercury nunca será substituído e certamente não por ele”, mas, à essas alturas, sua intenção nem é mais ser Freddie Mercury, Elvis Presley ou qualquer outro, é ser apenas Robbie Williams e criar lendas sobre seu nome, porque interpretar a si mesmo é sua personagem preferida. Deixar o Take That abriu portas para tudo isso.

Ele deixa que as multidões falem por si. E elas gritam, elas berram. Berram seu nome, todas as letras e seguram faixas que dizem exatamente o que Robbie Williams quer ler e o que quer que o mundo saiba: Rei do Pop.

Desenvolvimento cognitivo e aspectos nutricionais

 

por                      André Luiz Lanza

Daniel Bartholomeu

José Maria Montiel

Afonso  Machado

São vários os estudos que ligam a má nutrição ao desenvolvimento de doenças mentais.

Segundo a Dra. Milagros Marot Casañas (Doutora em Psiquiatria do Hospital Hermanos Amerjeira, em CUBA), em estudo de revisão foram reunidas várias pesquisas sobre nutrição cerebral e função cognitiva.

Em seu estudo ela afirma que as doenças mentais como esquizofrenia, depressão, Alzheimer estão totalmente ligadas à deficiência de aminoácidos, lipídios, carboidratos, vitaminas e minerais, pois a plenitude do funcionamento cerebral necessita de nutrientes que são obtidos a partir de alimentos da dieta.

Porém, há certa precariedade em estudos que comprovem melhoria no desempenho cognitivo na inteligência, em indivíduos saudáveis que seguem uma dieta equilibrada.

Porém sabe-se que, assim como outros tecidos do organismo, o cérebro necessita de oxigênio e nutrientes para suprir seu metabolismo.

Uma dieta adequada em nutrientes pode desempenhar um papel importante na função cognitiva mantendo a estrutura cerebral e o bom funcionamento dos neurônios

A glicose é a principal fonte de energia para o cérebro. Os carboidratos, grandes fornecedores de glicose são absorvidos rapidamente, devendo dar preferência aos complexos como pão, batata e grãos, pois fornecem energia de forma mais regular do que os carboidratos simples, como o açúcar dos doces, que não fornecem energia de forma constante e acabam sendo transformados em gordura.

Os ácidos graxos poliinsaturados em específico ômega-3 e ômega-6  desempenham importantes funções no desenvolvimento e funcionamento do cérebro desde o período gestacional até o envelhecimento

São conhecidos por promoverem maior fluidez e plasticidade cerebral e denominados essenciais por não serem sintetizados pelo organismo, daí a importância de peixes como salmão, atum, sardinha, castanhas, semente de linhaça, entre outros, poderosas fontes destes nutrientes no cardápio do indivíduo

As frutas, legumes e verduras possuem as vitaminas A, C e E e betacaroteno e selênio, antioxidantes que protegem dos radicais livres.

Estes são produzidos com a energia gerada no cérebro. Além disso são importantes na composição de uma dieta saudável, pois têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, favorecendo a manutenção saudável do peso corporal.

Folhas verde-escuras como brócolis, repolho, couve e espinafre são exemplos de alimentos antioxidantes. Frutas como maçã, morango, ameixa, banana e as ricas em vitamina C como a laranja, kiwi, abacaxi, tangerina e acerola também são poderosos anti-radicais livres assim como beta-caroteno, presente na cenoura, tomate, abóbora, entre outros alimentos.

Saber envelhecer

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

Completos quase, os meus quarenta anos podem jactar-se de umas memórias e de um passado realmente vivido ou reelaborado através de umas lentes que carrego. E, certamente, muitas dores de antanho também se acumulam. Costumo brincar que uma dor nova nos ajuda a esquecer uma dor anterior.

Hoje, eu acredito fortemente que o segredo para apreciarmos a nossa maturidade e a nossa velhice é aprendermos a conviver, de modo sereno, com as dores – tanto as “físicas” que latejam em nossos corpos  quanto as “espirituais” que laceram nossos corações e mentes. Também acredito que a maior contribuição que uma Arte Marcial pode trazer para a vida de um praticante seriamente dedicado às suas técnicas e aos seus princípios filosóficos é o aprendizado de como lidar com a dor. Daí o grande número provações cotidianas que acompanham o treinamento de um verdadeiro Artista Marcial.

Bons dias !!!

Boosabum Eduardo Godoi (3o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

Função cognitiva e exercícios físicos

por                      André Luiz Lanza

Daniel Bartholomeu

José Maria Montiel

Afonso  Machado

A importância do efeito do exercício físico na função cognitiva depende da natureza da tarefa cognitiva que está sendo avaliada e do tipo de exercício físico que foi aplicado.

Alguns processos fisiológicos explicam a melhora da função cognitiva em resposta ao exercício físico, dentre estes alterações hormonais (catecolaminas, ACTH e vasopressina); no b-endorfina; na liberação de serotonina, ativação de receptores específicos e diminuição da viscosidade sanguínea (Santos, et al).

Apesar das controvérsias, estudos epidemiológicos confirmam que pessoas moderadamente ativas têm menos risco de serem acometidas por disfunções mentais do que pessoas sedentárias, demonstrando que a participação em programas de exercícios físicos proporciona benefícios também para funções cognitivas .

Em estudo de McAuley e Rudolph , a integridade cerebrovascular, o aumento no transporte de oxigênio para o cérebro, a síntese e a degradação de neurotransmissores, bem como a diminuição da pressão arterial, dos níveis de colesterol e das triglicérides, a inibição da agregação plaquetária, o aumento da capacidade funcional e, conseqüentemente, a melhora da qualidade de vida são benefícios causados pelos exercícios físicos.

Van Boxtel, et al. (1997), em estudo com 132 indivíduos com idade entre 24 e 76 anos, submetidos a uma sessão aguda de exercício submáximo em cicloergômetro, incluindo testes de inteligência, memória verbal e velocidade no processamento de informações, evidenciou a ligação entre exercícios físicos e função cognitiva.

Segundo Williams e Lord(, observaram melhora no tempo de reação, na força muscular, na amplitude da memória e do humor e nas medidas de bem-estar em um grupo de idosos (n = 94) que participaram de um programa de exercícios com duração de 12 meses em comparação com um grupo controle.

Hill et al.(1993) também relacionaram o desempenho cognitivo com a capacidade aeróbia, submetendo 87 idosos sedentários a um programa de treinamento aeróbio.

Eles observaram efeitos positivos na memória lógica e na Escala Wechsler de Memória (WMS) no grupo treinado, em comparação com o controle que não treinou.

Existe uma grande carência de pesquisas nesta área de estudos, já que a influência de fatores como a intensidade, a duração e o tipo de exercício, ou ainda, a combinação do exercício aeróbio ao de força, a flexibilidade e a velocidade sobre os aspectos psicobiológicos, necessitam ser avaliados.

Referências

Santos, D.L.; Milano, M.E., Rosat, R. Exercício físico e memória. Revista Paulista de Educação Física 1998;12:95-106.    

GUEDES, Rubem Carlos Araújo; ROCHA-DE-MELO, Ana Paula; TEODOSIO, Naíde Regueira. Nutrição adequada: a base do funcionamento cerebral. Cienc. Cult.,  São Paulo,  v. 56,  n. 1, Jan.  2004 Disponível em: <http://www.cienciaecultura.bvs.br  Acesso em: 27/06/09.

Suutuama, T.; Ruoppila, I. Associations between cognitive functioning and physical activity in two 5-year follow-up studies of older finish persons. J Aging Phys Act 1998;6:169-83.

MAMMA MIA! apresenta o pop sueco

por Laís Semis

Definitivamente, os filmes dão espaço para que bandas possam se expressar, seja com sua história ou “emprestando” suas letras para se contar outras histórias. Eis que o ABBA vem à vida mais uma vez. Suas canções ganharam destaque, assim como, mais recentemente, a dos Beatles em “Across the Universe”, em um musical estrelado por Meryl Streep (“O Diabo Veste Prada”) e Pierce Brosnan (“007 – Um Novo Dia Para Morrer”).

Porém, diferente do que acontece com os Beatles, o ABBA não representa o mesmo para as gerações posteriores aos anos 80, mesmo que seu pop sueco tenha emplacado canções ao redor do mundo durante duas décadas e vendido cerca de 400 milhões de cópias. “Mamma Mia!”, o musical baseado em suas músicas é divertido, se passa em uma ilha grega, traz um elenco traz grandes nomes e ainda ajuda a tirar o pó que estava cobrindo a banda.

A peça esteve em cartaz pela primeira vez em Londres no ano de 1999, até estrear nos cinemas em 2008. O musical chegou ao Brasil em novembro do ano passado e logo foi ganhando as prateleiras por aí.  Está se apresentando nos palcos ao redor do mundo, rodando os canais de TV a todo o momento e invadiu as Lojas Americanas.

Fácil ser musical quando o ABBA já é assim tão leve e dançante. Melhor ainda quando a história resgata uma banda de três mulheres, em que músicas simplesmente podem ser encaixadas. Ele é cheio de espírito, é cativante e retoma uma banda que havia sido esquecida.

A banda ABBA

“Mamma Mia!” é uma herança que está sendo passada, transportando a banda para novos tempos. Contudo, se você não gostar do ABBA, assista “Mamma Mia!” pela paisagem. Pelos mares e pedras gregas atrás da malévola Miranda de “O Diabo Veste Prada” e do 007. Assista pela atuação. Mas não assista pela história, que não te levará a lugar nenhum.