A psicologia do esporte no karatê

por                      Daniel Bartholomeu

José Maria Montiel

Afonso  Machado

Marcos Rossi

A aplicação da psicologia do esporte no Karatê visa a preparação emocional do atleta respeitando as circunstâncias alheias, seus limites, as pressões internas e externas, enfim, o comportamento humano, objetivando a conquista de resultados cada vez mais significativos.

Profissionais que atuam no Karatê devem estudar o atleta em treinamento. Verificar suas atitudes, reações… em diversos momentos, como nos treinos, antes, durante e depois das competições, épocas sem competições, qual sua disciplina e determinação quando não está em época de competir…

Este profissional, além da observação do atleta, deve conhecer a fundo a arte marcial, respeitá-la, ter praticado ou ainda atuar como esportista, estar atualizado em novas regras, no novo conceito dos árbitros e atletas, entre outras observações.

Uma maneira de melhorar os resultados é analisar os comportamentos dos atletas das melhores equipes, como de seleções brasileiras que disputam títulos mundiais, ou seleções estaduais fortes, como a seleção paulista. Desta forma você adquire dos melhores atletas alguns comportamentos e conseqüências deles, que juntando-os pode se conseguir um atleta totalmente preparado.

Verificando isso, se constata que além do treinamento físico, é possível desenvolver a mente de um atleta e o espírito de uma equipe para que ela se torne campeã. Além desta vitória contribuir para a performance dos atletas de alto rendimento, que muitos fazem do esporte profissão, contribui para estas pessoas se sentirem realizadas e felizes, portanto serão pessoas melhores, conscientes, independentes… na própria vida.

A Psicologia do Esporte é aplicada porque se verificou, então, que o equilíbrio emocional do atleta afeta muito no seu desempenho, ou seja, não basta a parte física. E a mente e o corpo estão intrinsecamente ligados, e sua interação exerce uma profunda influência sobre o organismo, desencadeando reações que afetam a química do organismo, a freqüência cardíaca e a atividade de cada célula e sistema orgânico. Portanto devem ser trabalhados juntos para se obter um resultado melhor.[1]

Uma reação psicológica que pode afetar demais o físico é o estresse, que age em nosso sistema imunológico, ou seja, em nosso sistema de defesa. Há diversos problemas, além do estresse, que atrapalham o desempenho, como a depressão, o bem-estar, a felicidade, falta de apoio social, relacionamentos pessoais insatisfatórios… e dependendo do estado emocional as reações podem ser positivas ou negativas, por isso o trabalho psicológico deve sempre estar atuando no atleta, estimulando a concentração e desempenho para as competições.

“O que separa a vitória da derrota é a preparação emocional. Quem quer que esteja fisicamente bem preparado pode fazer coisas incríveis com seu corpo. Mas quem junta a um corpo em forma uma cabeça bem cuidada é capaz de feitos excepcionais” Susy Fleury (2000).[2]

A imaginação também pode ajudar os atletas a entender e aperfeiçoar seus movimentos, ou seja, seus movimentos realizados são influenciados diretamente pela mente, portanto se bem trabalhado pode aprimorar as qualidades.

“Portanto, verifica-se que trabalhar com inteligência na direção dos objetivos, procurando identificar novos pontos de melhoria, pode ser uma oportunidade importante para os profissionais que descobriram no esporte uma fonte inesgotável de prazer e realização.[3] 


[1] RUBIO, Kátia. Encontros e desencontros: descobrindo a psicologia do esporte. p. 48.

[2] Ibid. p. 51.

[3] Op. cit. p. 60.

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