A importância da pratica da atividade física em pacientes idosos

por                                           Paula Chiqueto

Cristiane Machado Godoy

Daniel Bartholomeu

José M. Montiel

Pacientes idosos com transtorno depressivo apresentam alto risco de recorrência e recaída para este transtorno (Spear, 2002). Em um estudo Roberts, Kaplan, Shema e Strawbridge (1997). apontam a prevalência de depressão em idosos de 8,1% entre 50 a 59 anos, 6,9% de 60 a 69 anos, aumentando para 10,4% entre 70 a 79 anos e maiores que 12,7 a partir dos 80 anos de idade. Em relação aos tratamentos Scalco (2002), aponta que o sucesso do tratamento medicamentos em idosos merece especial atenção tanto devido a gravidade dos aspectos depressivos, das comorbidades com outras doenças tanto clinicas quanto psiquiátricas e especialmente da adequada escolha da medicação, pois os idosos tendem a apresentar aumento das conseqüências de alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, tais como diminuição do fluxo sanguíneo, diminuição da função hepática, desta maneira sendo mais sensíveis ao efeitos adversos de medicações especialmente psiquiátricas.

Em outra modalidade de tratamento a atividade física de modo global tende a propiciar inúmeros benefícios sejam, corporais, fisiológicos bem como psicológicos (Mazo, et all, 2005). Dados apontam que idosos quando praticantes de atividades físicas tendem a apresentar índices de depressão menores que daqueles que não praticam nenhuma atividade. Segundo os mesmos autores estudos comprovam melhora no aspecto emocional, aumento na auto-estima, e melhora significativa do humor, diminuição da ansiedade e de aspectos potencializadores de tensão (Mazo e cols.,2005).

Entre as atividades físicas recomendadas especialmente as aeróbicas, quando realizadas com intensidade moderada e com longa duração aqui considera-se a partir de 30 minutos, tende a propiciar alívio do estresse ou tensão, este fato esta diretamente relacionado ao aumento das taxas hormonais, especialmente a endorfina, que agem diretamente no sistema nervoso central (Stella e cols., 2002). De modo geral, reduzindo o impacto de estressores ambientais, tendendo a prevenir e/ou reduzir alterações abruptas de humor, tais como os transtornos depressivos especialmente em população idosa. Neste sentido, a atividade física aqui considerada regular deve ser apreciada como uma alternativa ou possibilidade não-farmacológica para o tratamento de alguns transtornos tais como o depressivo. Especialmente nestes casos, apresentam em relação ao tratamento medicamentoso, a vantagem de não apresentarem alguns efeitos colaterais como descritos anteriormente, e especialmente por demandar um maior comprometimento por parte dos participantes, o que pode resultar em melhoria da auto-estima, iniciativa e autoconfiança o que sumariamente tendem a ser os maiores prejuízos de tais populações. (Stella e cols., 2002). Ou seja, idosos fisicamente ativos podem interagir mais e estabelecer relações adequadas em seu cotidiano.

Como proposta para inserção do idoso em atividades diversas especialmente físicas Oliveira, Gomes & Oliveira (2006), apontam a criação de programas nacionais em centros de convivência para idosos, com o fim de promover maior participação em movimentos assistenciais e sociais; aperfeiçoamento de conhecimentos por meio de cursos, especialização; envolvimento com atividades culturais, desportivas e de lazer, visando à diminuição da sintomatologia depressiva neste grupo etário. Em um estudo com esta população Guimarães, Mazo, Simas & Salin (2006) ao estudarem 102 idosos, com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, sendo 82 mulheres e 20 homens, pertencentes a um programa de atividade física, concluíram que a maioria dos idosos deste estudo não apresentou tendência a estados depressivos, os participantes descreveram sua capacidade de vida diária como sendo muito boa. No que tange a pratica de atividades físicas os idosos que praticantes têm uma baixa tendência a estados depressivos e uma melhor percepção da sua capacidade funcional, ou seja, maior autonomia nas atividades da vida diária. O estudo considerou como ponto de maior relevância que a atividade física é um componente importante na saúde física e mental do idoso, tendo em vista seus benefícios biopsicossociais

Em outro estudo apresentado por Andrade (2003) com o objetivo de avaliar a redução dos níveis de depressão em idosos com mais de 60 anos, após atividade física no meio aquático, pode observar que a atividade física com pessoas idosas no meio aquático causou uma redução no nível de depressão de 15 sujeitos, de um total de 16, o que permite concluir que a atividade física no meio aquático reduz o nível de depressão, contribuindo para um estilo de vida independente e saudável, melhorando muito a capacidade funcional e a qualidade de vida para essa população. Entre os apontamentos de Andrade (2003), é de especial importância a atividade física em pessoas com mais de 60 anos, no entanto é observado que a sociedade atual tem ofertado poucas maneiras para que o idoso possa obter uma sobrevivência digna e saudável, especialmente em com espaços destinados a atividade física como um todo, sejam elas para que natureza for. Uma vez que nesta etapa da vida a atividade física torna-se vital, tanto pela vontade de descobertas, de assimilar novos valores e ter uma participação ativa, quanto de convivência e interação com seus companheiros etários.

De acordo com os apontamentos anteriormente descritos pode-se considerar que a atividade física tem seu aspecto de grande importância no idoso, seja em seus aspectos sócio-culturais, mas primordialmente no que se refere aos aspectos psicológicos e físicos, uma vez que a pratica de atividades físicas tem se demonstrado como forte preditor de melhores condições de vida nesta faixa etária. Deste modo sugerem-se estudos que avaliem a eficácia de atividades físicas diversas e especificas nesta população de modo a propiciar intervenções adequadas, tanto em casos de suspeita de aspectos depressivos, quanto em casos cujos sintomas estão cuidadosamente observados e outros manejos terapêuticos como medicamentoso pode ocasionar sintomas adversos e ou prejuízos em suas capacidade e habilidades diárias. Neste sentido, propõem-se que a pratica de atividade física seja também incluída nos diferentes tratamentos para esses transtornos.

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