Um disco, um hino, um sonho, o espírito

por Laís Semis

Uma capa azul piscina. Um dólar pendurado por um anzol e um bebê a seu caminho. “Nevermind” é um símbolo muito forte. Um símbolo relacionado a um personagem, a um espaço de tempo, mas que foi transcendido.

O “Nevermind”, obra grunge que fez as vertentes do rock se curvarem a ela, completou 20 anos. Repleta de significado e carregada de nostalgia de uma década característica, o segundo disco de estúdio do Nirvana vendeu 30 milhões de cópias.

 

Era o disco que trazia o hino da geração, “Smells Like a Teen Spirit”. Era a promessa de que o rock sempre traria um expoente renovador, que lhe daria forçar pra que sempre permanecesse vivo. Abrindo portas para o grunge e, ao mesmo tempo, criando lendas, o trio de Seattle viveu 4 anos desde o álbum de estreia e se imortalizou.

A rebeldia juvenil e as camisas de flanela foram deixadas pra trás há duas décadas. Desde então, enquanto as boys bands iam desaparecendo; mais comerciais, os roqueiros iam sendo maleados, moldados para uma indústria em que bandas como Strokes são sensação mundial, abrindo para uma era que criaria seus roqueiros sem a cartilha do punk, sem uma fúria típica, sem uma vontade revolucionária.

Kurt Cobain é levado pela multidão

O suicídio de Cobain, seguido pelo fim da banda, trouxe consigo a morte de um sonho compartilhado por milhares de jovens ao redor do mundo. Mas o grunge foi e é como o punk. Morre o sonho, mas não o espírito.

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