Métodos de intervenção para crianças do espectro autista

 Nosso centésimo “post” !!!

Parabéns a toda a equipe TAEKWON-DO, ARTE E VIDA

 

  por                    Ana Rita Bruni

Paula Chiqueto

Daniel Bartholomeu

José M. Montiel

 A maioria dos métodos de intervenção com crianças do espectro autista contemplam o comportamento, as teorias do desenvolvimento e ensino estruturado, e são baseados em evidências empíricas mais do que em pesquisas formais, o que não significa que não são eficazes . O fato de não estarem formalmente organizados não os invalida. Estudos tem apontado que quanto mais individualizados e personalizados, maior a possibilidade de obtenção de sucesso no espectro autista, por exemplo, (Taub & Araujo, 2009) apontam que tais procedimentos tendem a contemplar eixos principais, tais como, treinamento de habilidades sociais, inserção educacional, desenvolvimento da comunicação competente, desenvolvimento de capacidades profissionais, bem como proporcionar orientaços adequadas a familiares especialmente a pais. As autoras apontam ainda, ser de grande importância a comunicação entre profissionais envolvidos, mesmo que de diferentes especialidades.

Segundo Bruni (2009) mesmo não havendo uma proposta metodologica formal e exclusiva para alfabetização desta população, a autora aponta que muitas destas crianças apresentam condições de aprender a ler e escrever bem como de obter relações mais favoraveis em seu cotidiano. Tendo por vista tais pressupostos,  no intuito de favorecer condições de desenvolvimento de um potencial pleno e mesmo produtivo, os quais considerem as peculiaridades de cada caso, é descrito a seguir diferentes abordagens propostas, as quais tendem a serem as mais procuradas atualmente, devido aos resultados positivos obtidos com tais procedimentos, ou seja, o Sistema de Comunicação por Troca de Figuras (Picture Exchange Communication System – PECS), onde a criança aprende a trocar figuras pelo objeto que deseja, aplicado no caso de indivíduos com restrita comunicação verbal. Outro modelo proposto e a Terapia de Análise Aplicada de Comportamento (Aplicated Behavior Analisys -ABA ), a partir da observação dos comportamentos da criança, compreender seu padrão de funcionamento e ampliar gradativamente, seu repertório. E por ultimo, não menos importante o TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Comunication – Handicapped Children), que por meio de estratégias cognitivas e comportamentais, propõe intervir na aquisição de habilidades e alteração de respostas inadequadas, através de repetições e treinamentos.

É importante ressaltar que o sucesso de intervenção para esta população não está apenas focado no método escolhido, e sim nas possibilidades individuais de cada criança, ou seja, um indivíduo poder obter melhor resultado com determinada intervenção, que pode não ser eficaz para outro. Nestes casos cabe aos profissionais envolvidos no processo avaliarem e ponderarem qual das ou de outras intervenções melhor contemplará a demanda infantil, priorizando o que for mais necessário de acordo com a faixa etária e especialmente no que tange a independencia e qualidade de vida da criança.

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