Coréia: uma nação dividida

por Luiz Carlos Silva

Tendo em vista a Coréia encontrar-se sob dominação japonesa (colônia do Japão), oficialmente desde 1910, Estados Unidos, Reino Unido e República da China haviam prometido uma Coréia livre e independente através da Declaração do Cairo em novembro de 1943 e, também, na Declaração de Potsdam de julho de 1945, com os chamados “Três Grandes”: EUA, União Soviética e Reino Unido.

Winston Churchill, Harry Truman e Joseph Stalin, Potsdam-Alemanha julho de 1945

As tropas soviéticas invadiram o Estado Manchukuo, (um estado fantoche na Manchúria, invadida em 1931 pelos japoneses) entre 8 e 9 de agosto de 1945 na chamada “Operação Tempestade de Agosto”, comandada pelo Marechal Alexandr Vasilevsky (1895-1977) e posteriormente penetraram na região norte da Coréia. As tropas norte-americanas entraram na península pelo Porto de Inchon, em 8 de setembro de 1945, comandadas pelo famoso Tenente General (general de 3 estrelas) John Reed Hodge (1893-1963) comandante do 10º Exército dos Estados Unidos.

Tanto os norte-americanos quanto os soviéticos estabeleceram um regime militar nas áreas que ocupavam respectivamente, em vez de permitirem que os coreanos naturalmente governassem seu próprio país, mesmo depois das guarnições japonesas na Coréia terem sido desarmadas.

A absoluta maioria dos coreanos quando souberam da rendição de seus opressores japoneses aos aliados, através da famosa mensagem de rádio lida pelo próprio imperador Hirohito (1901-1989), em15 de agosto de 1945, obviamente ficaram radiantes, tamanha a felicidade, contentamento e alegria e, certamente, contando com a automática, total, irrestrita e imediata independência de sua pátria mãe. É importante lembrar que a capitulação nipônica foi ocasionada como conseqüência das duas armas nucleares lançadas pelos Estados Unidos em Hiroshima 06/08/45 (Urânio) e em Nagasaki 09/08/45 (Plutônio). É importante lembrar que os Estados Unidos é o único país na história da humanidade a ter lançado armas nucleares em seres humanos.

Entretanto, o júbilo nacional dos coreanos muito cedo se transformou em desapontamento, indignação e revolta, quando a divisão territorial ao longo do paralelo 38 foi anunciada. E vale a pena lembrar que a iniciativa de dividir a Coréia foi tomada pelo 33º Presidente dos Estados Unidos da América, Harry Truman (1884-197). Em 11 de Agosto de 1945 Harry Truman ordenou ao seu Departamento de Guerra, através da famosa Ordem do Dia nº. 1: organizar, preparar, montar, ou seja, redigir formalmente o documento de rendição das forças japonesas de ocupação. Esta tarefa foi atribuída a dois jovens oficiais militares, o Cel. Charles Hartweell Bonesteel (1909-1977) que chegou ao posto de general de 4 estrelas ainda na ativa, e o Cel. Dean Rusk (1909-1994) posteriormente Secretário de Estado nas gestões dos Presidentes: John F. Kennedy (1917-1963) e Lindon B. Johnson (1908-1973). Nesta ordem, estava incluída a tarefa de dividir a península em duas zonas distintas: os dois oficiais escolheram, então, o paralelo 38 como divisa. Joseph Stalin (1879-1953) logo foi consultado e concordou.

No dia 2 de setembro de 1945, a rendição foi formalmente assinada por oficiais japoneses e assinada e recebida pelo lendário General Douglas Mac Arthur (1880-1964) a bordo do encouraçado Missouri, dos Estados Unidos, na baía de Tóquio.

A verdadeira causa da divisão nunca foi totalmente esclarecida, muito embora o resultado verdadeiro tenha sido o de permitir que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ocupasse a parte setentrional da nação. Lembrando que a União Soviética e os Estados Unidos tinham sido aliados na 2ª Guerra e levando em conta o fato de serem nações antagônicas em relação a seus específicos sistemas e regimes político, ideológico, doutrinário, econômico e social, ocasionando assim uma total, recíproca falta de confiança entre os mesmos, ou seja, eles achavam que se um abandonasse sua respectiva parte ocupada o outro aproveitaria tal oportunidade e imediatamente ocuparia toda a península.

Considerada como a etnia mais homogênea e distinta, uma só tradição cultural, os coreanos possuem a mesma história de milhares de anos, mesmo idioma (Ural-Altaico), o mesmo alfabeto Hangul, mesma característica física, ou seja, o povo coreano tem um forte senso de independência, diligência, patriotismo e solidariedade, ou seja, irmãos de sangue.

Há 10 milhões de famílias separadas, sem qualquer contato desde a separação 1945, formalizada em 1948 e a guerra fratricida (1950-1953), uma das maiores tragédias na face da terra, que nem mesmo Franz Kafka (1883-1924), poderia imaginar. São milhões de famílias: irmãos, filhos, sobrinhos, netos, primos, amigos, que nunca mais puderam se ver ou comunicar. Por exemplo, na divisão que aconteceu na Alemanha e Vietnã (hoje já reunificados), as pessoas, naqueles tempos, em muitos momentos podiam pelo menos trocar cartas. Na Coréia, até a troca de correspondência é vetada. E, infelizmente, nestes mais de 50 anos, dezenas de milhares destes familiares coreanos separados já morreram sem nenhum contato desde a separação.

A comissão conjunta, composta de representantes das forças de ocupação: os norte-americanos no sul e os soviéticos no norte foi estabelecida no início de 1946, segundo o acordo entre os Ministros do Exterior da América, Rússia e Inglaterra, firmado em 27 de novembro de 1945, em Moscou, justamente para formar um governo provisório na Coréia. O governo provisório se e quando criado, deveria incluir representantes de organizações sociais e políticas da Coréia sob uma administração por um período máximo de 5 anos, e supervisionado pelos Estados Unidos, Grã Betanha e China.

A comissão conjunta soviético-americana foi encarregada de encontrar uma fórmula para organizar um governo provisório e preparar o caminho para o estabelecimento de um governo unificado e democrático em toda a Coréia. Ela se reuniu em Pyongyang e Seul em 1946 e 1947, mas não chegou a nenhum acordo. Além disto, a absoluta maioria do povo coreano não queria administração alguma e exigiu a total, irrestrita e imediata independência para sua pátria.

Quando os esforços conjuntos soviético-americano não conseguiram qualquer resultado tangível, a questão coreana foi levada para a Assembléia geral das Nações Unidas que, em setembro de 1947, aprovou uma resolução para efetuar eleições gerais na Coréia, a fim de lhe assegurar imediata independência e unificação.

A comissão temporária da ONU para assuntos coreanos foi formada em 1947 e enviada para Seul, no ano seguinte para preparar e supervisionar as eleições. Entretanto, os soviéticos e seus seguidores no norte se recusaram a cumprir a resolução das Nações Unidas, boicotando a entrada dos membros da Comissão na parte norte da Coréia.

No lado sul, Syng Man Rhee (1875-1965) que era metodista, falava inglês fluentemente, considerado o primeiro coreano a obter doutorado em Princeton, foi escolhido pelo governo dos Estados Unidos da América para ser o líder da parte sul da península: levado secretamente para Seul em 1945, ele ajudou a construir o que se tornaria uma máquina política, cruel, devastadora e implacável.

Inúmeros coreanos moderados foram assassinados, torturados e encarcerados Além de cometer vários massacres contra o pacato povo coreano, ele foi eleito Presidente da República da Coréia, exatamente nas eleições realizadas em 10 de Maio de 1948, tomando posse exatamente em 15 de Agosto de 1948 justamente para coincidir com o aniversário da libertação do jugo japonês. A crueldade e corrupção de seu regime continuaram durante os 3 anos da Guerra da Coréia, quando a Coréia do Norte invadiu a do Sul em 25 de Junho de 1950. Encerrado o conflito exatamente em 27 de Julho de 1953, Rhee continuou perseguindo seus opositores e venceu 3 eleições de forma fraudulenta. Em 1960, o governo dos Estados Unidos, cansado das tantas atrocidades de Rhee, retirou-lhe o apoio levando-o a renunciar exatamente em 26 de Abril de 1960. Syng Man Rhee foi então exilado no Havaí, onde morreu em Honolulu em 19 de Julho de 1965, aos 90 anos de idade.

Na parte norte, Kim iL Sung (1912-1994), que recebera treinamento militar na União Soviética, foi eleito Secretário Geral do Comitê Central do Partido Trabalhista exatamente em 03.09.1948 e em 09.09.1948 foi formalizada a República Democrática Popular da Coréia. Neste momento, Kim iL Sung torna-se o 1º Ministro, sendo adotado um regime totalitário stalinista. Em 28/12/1972, Kim é eleito Presidente da República Democrática Popular da Coréia. O regime foi marcado por uma mistura de fantasia, ditadura, tirania e culto a personalidade de Kim (aclamado pelos norte-coreanos como Grande Líder). Ele transformou o país e o povo nos mais isolados e afastados da realidade mundial, sendo raros os turistas que visitam o país e há pouco intercambio comercial com o exterior.

Após o épico encontro dos Presidentes Kim, ocorrido na península coreana em Pyongyang justamente nos dia 13 a 15 de junho de 2000, quando então Kim Dae Jung (1925-2009), gestão1998 a 2003, vulgo D.J. (apelidado de Mandela da Ásia por sua incansável e intensa atuação  na defesa dos direitos humanos, pela democracia, paz e também pela reconciliação entre os dois lados), encontrou-se com Kim iL Jong,  ocorreram muito mais de uma dezena de encontros de 3 dias, entre grupos de 100, 200, 400 familiares de cada lado, cada vez, ou seja, de famílias separadas, sem nenhum contato há 40, 45, 50, 55, 60 anos, em encontros permitidos oficialmente em: Seul, Pyongyang e Monte Gum Gang. A iniciativa do encontro de Junho de 2000, e também a intensa e incansável dedicação de Kim Dae Jung na luta pelos direitos humanos, pela democracia, paz e pela reconciliação entre os 2 lados, mais a permissão dos encontros (de familiares) levou o próprio Jung a conquistar o prêmio Nobel da Paz do ano 2000.

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Rock´n´roll de natal

por Laís Semis

Cansado de ouvir o mesmo Jingle Bells em comerciais, corais, filmes, rádios e tudo mais relacionado a essa época do ano? O mesmo especial de Natal e a mesma vinheta? Como alternativa, confira o que as bandas de rock já produziram…

A banda anarquista e anticristã dos alfinetes, os Sex Pistols, também comemora o Natal dando seu “toque especial” a uma das canções natalinas mais conhecidas, “Jingle Bells”, escrita em 1857.

De 34, “Santa Claus is Comin’ to Town” já recebeu versões do Aerosmith, Alice Cooper, Cindy Louper, Jackson 5 e até da Xuxa (intitulada “Vem Chegando o Natal”). Bruce Springsteen faz as honras.

“Have Yourself a Merry Little Christmas” originalmente de Judy Garland, foi gravada em 1944 e regravada mais tarde por Frank Sinatra com algumas alterações na letra. Em 2001, o Coldplay deu sua própria versão à música.

Escrita por Sammy Cahn e Jule Styne, em 1945, “Let it Snow, Let it Snow!” em nenhum momento sua letra fala especificamente sobre o Natal, mas é uma canção de inverno que reflete o espírito de proximidade. A versão é de Jamie Cullum.

“Winter Wonderland”, de 1934, traz a representação fantástica do Natal, cantando sobre os trenós, lagos congelados e bonecos de neve, apresentada aqui pelo Radiohead.

Gravada em 42, “White Christmas” é uma canção de Irving Berlin em que Bing Crosby deu a voz publicamente pela primeira vez. A canção já foi regravada pelos mais diversos artistas, Frank Sinatra, Elvis Presley, Bob Marley, Andrea Bocelli, Taylor Swift e Lady Gaga. A banda americana Panic at the Disco! ousou dar também sua versão a ela.

E Robbie Williams durante apresentação em um programa inglês se divertiu tentando cantar a mesma música ao lado de um coral.

História da Falcões

por Otto Engelking

No ano de 1977, um vendedor de seguros passando pelo centro de Santo André (quase em frente à estação de trem), viu uma placa que chamou a sua atenção, falando sobre uma arte marcial dos “homens voadores”.

Subindo as escadas observando fotos de apresentações e quebramentos de telhas, foi ouvindo o som de pessoas pulando e gritando até entrar no salão onde alunos trajando roupa branca executavam movimentos comandados por um coreano (Mestre Hur). Enquanto buscava entender todo aquele processo, o Mestre dirigiu-se a ele em tom de brincadeira:

– Tiro essa barriga em três meses, afirmou.

Essa frase foi decisiva para aquele vendedor de seguros ingressar no Tae Kwon Do e, passados três anos, tornou-se faixa preta desta academia com 41 anos de idade e, como teve tanto interesse, antes me…smo de se tornar 1° Dan, já tinha fundado a sua primeira academia no Bom Retiro.

No dia 21/12/1981, Claudio dos Santos Machado fundou a Academia Falcões juntamente com o seu sócio René Colla. Primeiramente, ele tinha visto um salão na Avenida Santo Amaro na altura do número 500, mas o negócio não deu certo e foi procurar mais próximo ao largo 13 de Maio, onde, na Rua Voluntários Delmiro Sampaio, conseguiu um bom acordo.

Mestre Cláudio Machado (ao centro, sem uniforme) e a equipe da Academia Falcões

Durante os próximos anos, René Colla foi o instrutor da Falcões e, nesta época, artes marciais estavam na moda, muitas pessoas tinham interesse em treinar e começou a formar uma equipe de jovens sonhadores que tinham grande força de vontade e sede para disputar campeonatos mas, em junho de 1984, desfizeram a sociedade. Foi quando Machado veio, em definitivo, para assumir a Academia e também foi a sua moradia desde então.

Muitas vitórias foram conquistadas: esta Academia tornou-se muito conhecida, a equipe sempre foi muito unida, grandes comemorações mas, passados os anos, cada um precisou tomar seu caminho. Hoje, passados 30 anos, esses alunos basicamente tem a mesma idade de quando o Machado era o responsável deste grupo: adultos, com responsabilidades e família, desilusões da vida e, olhando para trás, podem afirmar que mais valioso que os campeonatos e conquistas foi a grande amizade que tiveram juntos e mesmo que esta Academia não exista mais, ficou marcada em seus pensamentos os bons momentos que desfrutaram juntos.

Mestre Cláudio Machado entregando o certificado de 1o. Dan para o Sr. Eduardo Santos, ladeado, em primeiro plano, pelo Sr. Otto Engelking e, atrás, pelo Sr. José S. N. Claudino

No dia de hoje, eu faço uma pequena homenagem e agradecimento ao Machado, não só pela sua grande amizade, companheirismo e até as broncas que ele dava em nós, além das cervejas e risadas que demos muito mas, também, por ter fundado a Academia Falcões que sempre foi um sonho para ele, pois foi através dela que eu conheci os meus melhores amigos, amigos de luta, de treino, amigos nos bons e maus momentos de uma época tão importante, sendo o verdadeiro troféu que conquistamos.

Parabéns ao Pereira o número 2 de matrícula, parabéns a todos nós por esta data tão importante.

Um grande abraço a todos.

Ao centro, os Mestres Cláudio Machado e Djalma Santos

Pausa para o Café

por Laís Semis

Moradores da mesma casa, eles compartilham não apenas o espaço, mas também a mesma paixão. Para Zelino, morar junto dá ritmo ao trabalho, facilita as decisões e faz deles família. Com um estúdio em casa, os sete Cabanas estão imersos no processo criativo, produzindo leveza, batidas conquistadoras, materiais multimídias para alimentar um diário de bordo e sinceridade estampada quando estão no palco.

A casa-estúdio fica na Vila Mariana.  Planejamento e acaso os trouxeram até São Paulo, aos integrantes que se encontraram em 2005, formando a banda em Taubaté – a capital nacional da literatura infantil. O primeiro EP, “Jangada Elétrica”, veio após a mudança. Além da musicalidade charmosa, um pouco de inglês, francês e espanhol também podem ser encontrados nas canções.

Finalistas do Aposta MTV 2011, além da música, o Cabana Café gosta de explorar as habilidades de videomakers de seus integrantes, produzindo seus próprios clipes e vídeos para compor um diário de bordo que a banda mantém online (http://cabanacafe7.com.br/),  ilustrando com textos, fotos novelas e podcasts suas aventuras cabanísticas pela estrada. (http://cabanacafe7.com.br/diariodebordo/?cat=488)

Como banda independente e em tempos em que a internet é principal plataforma de divulgação do trabalho, a conexão com o público. O misto de bossa nova folk paulistana e doçura vocal de Rita Oliva torna o Cabana Café irresistível.

Confira a entrevista com o guitarrista cabana Zelino:

 

http://www.enxamecoletivo.org/2011/04/entrevista-com-o-cabana-cafe.html

O fundador do Taekwon-Do no Brasil

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

Por indicação do Senhor Luiz Carlos Silva, tomei contato com um artigo publicado no blog MMA – MIXED MARTIAL ARTS TRAINING e que esclarece alguns pontos centrais sobre a introdução formal do Taekwon-Do no Brasil com a chegada do Grão Mestre Cho, Sang Ming (então VI Dan), a 8 de agosto de 1970, o primeiro Instrutor indicado oficialmente pelo General Choi, Hong Hi para ensinar esta arte marcial em nosso país. Apresento-lhes, a seguir, o texto copiado do sítio eletrônico acima citado.

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The father of Brazilian Taekwon-Do

8th August 1970 was the day Grandmaster Cho Sang Min arrived in Sao Paulo, Brazil. He went to introduce the people of that football loving South American nation to the Korean martial art of TaeKwon-Do and subsequently became known as the ‘Father of Brazilian TaeKwon-Do’. I recently had the opportunity of meeting Grandmaster Cho, whom I found to be both polite and courteous, with a truly respectful manner. Now in his 60’s, he resides in Los Angeles USA, where he is a successful businessman. During the course of the interview he spoke both about his past and his hopes for the future of TaeKwon-Do.

Grão Mestre Cho, Sang Min

Grandmaster Cho’s own TaeKwon-Do career began in the Korean city of Kwang-Ju, which is located in the south of the country. His first Instructor was Master Kim Yu Sun. Not long after his training began he had the opportunity to train under Master Ko Jae Chun, who was attached to the Korean military (Master Ko Jae Chun was a member of 1959 TaeKwon-Do military demonstration team sent to Vietnam). Grandmaster Cho says that Master Ko Jae Chun was an excellent Instructor – prior to studying TaeKwon-Do Grandmaster Cho had trained in Western Boxing with a friend but later decided that it was not for him. Grandmaster Cho readily admits that in retrospect the training he received, whilst under Master Ko Jae Chun, was somewhat Karate based. All students trained extensively on the Makiwara, conditioning with both their hands and feet, together with the continual practising of the basic and fundamental movements. When questioned about which Patterns they practised, Grandmaster Cho says that he recalls practising the first three TaeKwon-Do patterns devised: Ul-Ji, Hwa- Rang and Choong Moo, alongside the older Karate Patterns (Katas), which where still practised extensively throughout Korea at this time. When the time came for Grandmaster Cho to enlist in the Korean military he was assigned to a Division in which he served for the next two and a half years. Whilst in the military he continued to train, mostly by himself. However, he also taught some of his fellow soldiers who had expressed an interest in TaeKwon-Do.

After his military service was complete, he headed back to Kwang -Ju, where he was appointed Chief Instructor of a Kwan founded by Grandmaster Ko Jae Chun. After some time teaching in his hometown he was asked if he would move to the Korean capital, Seoul, to open an affiliated Dojang which he agreed to do. Upon his arrival in Seoul he was asked to perform a Demonstration before the American 8th Army. It just so happened that General Choi Hong Hi was in attendance. After the Demonstration was over General Choi approached Grandmaster Cho and asked him if he would be interested in training directly under his tutelage. Grandmaster Cho was only too happy to accept, as he was already familiar with the Ch’ang- Hon system (Chon-Ji Dan-Gun etc). It was also around this time that Grandmaster Cho met Grandmaster Nam Tae Hi (who was a Captain in the R.O.K. Army at this time).

Grandmaster Cho, like many others, was afforded the opportunity of training at General Choi’s residence in Hamman Dong Seoul. Whilst there, Grandmaster Cho perfected his existing techniques, learned new one’s and improved his understanding of General Choi’s TaeKwon-Do philosophy. At this time, Grandmaster Cho trained alongside Master J. C. Kim (who would go on to become the first Instructor on the 1st and 2nd ITF training course’s held in Seoul in 1968, prior to his leaving and taking up a teaching post in Malaysia). After his departure Grandmaster Cho was selected by General Choi and the ITF to teach the subsequent course.

Grandmaster Cho kindly explained to me the criteria and structure of the ITF course he instructed. He explained that the course was run for three months and consisted of four hours training in the morning and two hours in the afternoon. Each course trained 30 students to be qualified ITF International Instructors. The students came from all over Korea to train on the ITF course, although only the best were permitted to attend. They had to be a minimum of 4th degree and have a letter of recommendation from their Kwan’s Chief Instructor. At this time in Korea nearly everyone wanted to learn the ITF syllabus, so competition for places on the course was fierce.

Grandmaster Cho taught the entire ITF syllabus, which covered: Patterns (only 20 were taught on the this course – as printed in the 1965 edition of General Choi’s book), Sparring, Fundamental movements, Theory and Teaching skills. Also, an English teacher was employed to teach all participants English. All of the students wore the traditional ITF Dobok with the black piping around the bottom part of the jacket (which represents the Korean royal family). Many Masters on this course went on to spread TaeKwon- Do around the world, i.e. Park Jung Tae (Canada) Kim Hong Sup (Chicago) Yi Bong Choi (New York) Kum Jun Kwon (Brazil). Only the best were selected and sent to the coveted overseas teaching posts. Grandmaster Cho’s teaching on this course was entirely voluntary. After teaching all day he would then report directly to General Choi before heading to his own Dojang to teach civilians in the evening. Grandmaster Cho emphasised that many people were inspired to be part of the ITF and that the ITF was by far the dominant force in Korea at that time.

In 1970 General Choi’s situation in Korea, with regards to his relationship with the then South Korean President Park Jung Hee, was worsening.  Therefore he requested that Grandmaster Cho go and introduce TaeKwon-Do to the people of Brazil. At first Grandmaster Cho stated that he wished to stay and support General Choi in Korea. However, he eventually accepted General Choi’s request and departed for São Paulo Brazil arriving on August 8th 1970. Like many pioneers, he was in a country where he was unaccustomed with both its language (Portuguese) and its culture. Brazil, however, was a country in celebratory mood, as Pelé, Carlos Alberto, Rivelino, Tostão, Jairzinho and the rest of that glorious football team had just won the World Cup for the third time. Brazil itself had a large Korean population. Grandmaster Cho therefore began to teach his fellow Koreans (who resided in Brazil) TaeKwon-Do. In exchange for teaching technique to some of the younger Brazilian students Grandmaster Cho would receive language lessons.

However, he concedes that at first he was not entirely happy and had problems settling in. He therefore requested that General Choi send him to another country. However, he received a letter back from General Choi, who was still in Korea, stating that he should stay in Brazil and continue to spread TaeKwon-Do in that region of the world.

After this, Grandmaster Cho began earnestly promoting TaeKwon-Do by way of many demonstrations, which were soon picked up by television, radio, and all the local and national newspapers. He soon became known as the ‘flying man’ because of his jumping ability. He was also advised at this time to call his art Korean Karate, but he declined this advice and advertised and promoted only TaeKwon-Do. Within one year he could not believe the popularity of TaeKwon-Do. He found himself teaching in colleges, schools and gyms as well as being asked to instruct the São Paulo police force. Such was TaeKwon-Do’s popularity that in no time at all there were literally thousands training.

Grandmaster Cho requested that further Instructors be sent from Korea to help him teach. In 1971 Master Kum Joon Kwon arrived. Another 30 Korean Instructors followed throughout the 1970’s, many being sponsored by Grandmaster Cho. Many still teach in Brazil to this day, such as Grandmasters Kim Sang In and Kim Sang Eun. There are now many full-time TaeKwon-Do Academies in Brazil and literally tens of thousands of students who can all trace there lineage directly back to Grandmaster Cho, who is rightly recognised as the Father of Brazilian TaeKwon-Do.

The late 1970’s was a hard time for Grandmaster Cho, as he had supported General Choi and the ITF loyally for many years. However, he told General Choi that he could not support his decision to go to North Korea and therefore felt that he had no choice but to leave the ITF and  withdraw his support (as did many of his fellow pioneering Masters).

Grandmaster Cho says that he was extremely unhappy at this time, and states: I believe that General Choi’s decision greatly weakened the ITF at this time, as many Instructors would have stayed loyal to General Choi if he had not gone to North Korea. Also, in South America in the late 1970’s the WTF was weak (however, it grew in strength from 1980 onwards).

Once the military government in South Korea had been replaced (in the late 1980’s) the ITF could have regrouped and possibly have returned to South Korea. But for myself and many others the ITF is the only true TaeKwon-Do. 1988 saw Grandmaster Cho leave Brazil for America. He had always dreamed of living and teaching TaeKwon-Do there. Prior to this he was due to go back to Kwang-Ju, South Korea to carry the Olympic torch on its journey to the 1988 Olympics, which were held in Seoul. However, whilst having a medical checkup in Chicago he was told that he needed an urgent operation or he could possibly die. He therefore missed the opportunity to carry the Olympic torch. His wife also asked him to stop teaching TaeKwon-Do at this time. Grandmaster Cho respected his wife’s wishes but did continue to train himself. He continues to travel regularly to Brazil to conduct Gradings. He also attends the Annual National Championships, at the invitation of the Brazilian TaeKwon-Do Federation.

In March 2005 Grandmaster Cho, along with other prominent and pioneering TaeKwon-Do Grandmasters from both ITF and WTF, visited Seoul to express their desire to have the true TaeKwon-Do returned to its country of origin. Grandmaster Cho told the Grandmasters he met that they were all in a position to do the correct thing for TaeKwon-Do. He emphasised that the true TaeKwon-Do Pioneers had travelled all over the world to spread TaeKwon-Do and that this was prior to the WTF being formed (1973). Grandmaster Cho therefore challenged the Grandmasters to correct the mistakes of the past.

Grandmaster Cho is hopeful of change, as the political climate in Korea is conducive to change at present. He believes that the Korean people should both know and be proud of their TaeKwon-Do heritage. One project that Grandmaster Cho is actively pursuing at present is the possibility of building a TaeKwon-Do museum (in California) to house TaeKwon-Do historical memorabilia. He hopes this could be built alongside a Korean style village.

Grandmaster Cho presently runs a successful property business from his home in Los Angeles.

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Prezados Leitores, sobre este assunto também vale muito a pena ler o artigo Pioneiros do Taekwon-Do ITF / Taekwondo WTF no Brasil.

Bons dias !!!

Boosabum Eduardo Godoi (3o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

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por Laís Semis

Entre as grandes bandas ativas, não são os Rolling Stones que levam o mérito de maior banda da atualidade; da mesma forma que os Strokes agregam um público particular representado por sua própria geração. Ao lado e como sucessora do legado de banda-referência do U2, o Coldplay já foi colocado como uma das bandas de maior prestígio da nova geração.

Recentemente, a publicação inglesa Q Magazine deu oficialmente o título à banda, enquanto o U2 levou o prêmio de Melhor Banda dos Últimos 25 Anos. Desde 2001, o Coldplay é indicado como melhor banda britânica, tendo ganhado essa categoria duas vezes.

Os ingleses do Coldplay, a melhor banda da atualidade.

Nada de revolucionário foi feito pelo Coldplay. Embora uma banda politicamente correta, não tem muito um discurso político; embora apoiem causas, não movem rebeliões.  Tem uma discografia que coleciona singles adorados, mas seus discos nunca ousam muito.

Com uma carreira sólida, o Coldplay surgiu em 1996, embora o primeiro disco, “Parachutes”, tenha vindo apenas em 2000. Com cinco discos na discografia, já venderam mais de 50 milhões de cópias em todo o mundo.

Entre bandas que chocaram o mundo, reinventaram estilos, se tornaram personagens, construíram novos parâmetros, mudaram a música, o Coldplay é apenas o Coldplay.

Sob o título de Melhor Banda da Atualidade, eles ainda são essa banda promissora a suceder o U2 em músicas e feitos? Será que no maravilhoso mundo do entretenimento musical, a música realmente anda contando mais do que as histórias que preenchem páginas, inspiram jovens rebeldes e movem o mundo?