Necessidade real de proteína e aminoácido

por              Cristiane Machado Godoy

Daniel Bartholomeu

José M. Montiel

As proteínas são macronutrientes importantes na nossa alimentação, pois fornecem os aminoácidos essenciais.Todas as proteínas são compostas por 20 aminoácidos. Metade deles é chamada de aminoácidos essenciais, ou seja, tem que vir da alimentação, e com eles fabricamos os restantes, não-essenciais. Todos os 20 são necessários à fabricação de proteína, portanto a falta de um deles compromete o processo. Precisamos de proteína para suprir as necessidades orgânicas, formando tanto proteínas estruturais (ossos, pele, cabelo, músculos) quanto enzimas, proteínas transportadoras e hormônios. A necessidade diária individual varia de 0,5 a 1,5 g/kg de peso corporal. Em situações de grande demanda como crianças em fase de crescimento, gestantes e pacientes em fase de recuperação, esta quantidade pode chegar a duas vezes mais.

Ao longo da história estudos apontam que atletas sempre devoraram porções exageradas de alimentos fonte de proteína, acreditando na teoria de que quem comesse mais ganharia músculos com mais facilidade. Apesar de a necessidade ser maior para um atleta, muita proteína na dieta não constrói mais músculos, ao passo que mais exercício sim. Qualquer atleta que consuma quantidades normais de alimentos ricos em proteína geralmente consome maiores quantidades que o necessário. Quantidades exageradas de proteína na dieta serão utilizadas para fornecer energia (como carboidrato) ou armazenadas como gordura. Portanto, se você consumir muita proteína e não treinar vai engordar! Pessoas fisicamente ativas podem necessitar de mais proteína que o sedentário, porém quantidades excessivas NÃO são garantia de mais massa muscular.

Pessoas com maior necessidade de proteína são atletas de resistência, especialmente aqueles que têm baixa ingestão de carboidratos; àqueles que se submetem às dietas hipocalóricas, já que parte dela será utilizada como fonte de energia; pessoas destreinadas e adolescentes atletas em fase de crescimento. Pode-se dizer que uma dieta é hiperproteica quando a ingestão de proteínas está em torno de 1,8 a 3,3g/Kg de peso. Esta dieta funciona para aumento de massa muscular quando a prática de atividade física tem estratégias eficientes em relação à intensidade, carga, duração, descanso e composição da dieta. O grande problema do excesso de proteína nas refeições é o comprometimento na ingestão de carboidrato, que quando em menor quantidade do que o necessário acaba por não fornecer energia para a síntese protéica. Neste sentido pode-se concluir que a ingestão de proteína deve ser individualizada e principalmente para praticantes de atividade física, de acordo com a modalidade esportiva, objetivo, intensidade e duração da mesma.

Desencantados

por Laís Semis

Bruno Fontes, Luka Funes e Chico Leibholz integram a banda independente de Piracicaba, Soulstripper. Surgida em 2005, foi com as canções de coração partido que o trio conquistou o público. A peculiaridade fica por conta do narrador infantilizado; cantando aventuras de conquista de nerds da escola e outros amores não correspondidos. Não que isso signifique letras ingênuas, pelo contrário, príncipes desencantados, um pouquinho de ironia e trocadilhos sinceros dividem espaço com as desilusões amorosas.

Leibholz, Bruno Fontes e Luka Funes formam o Soulstripper, a banda de coração partido

Desentendimento entre os integrantes levaram a saída do baterista Leibholz, em 2010, e a entrada de Jonas e Franco, no baixo, instrumento que até então não existia na composição da banda. Idas e vindas os separaram, mas uma espécie de acaso os colocaram de volta no caminho.

Foram os acessos de “Eu Não Trocaria Um Sorvete de Flocos por Você” no YouTube e o consequente sucesso no Trama Virtual (o Soulstripper teve nove músicas entre as dez mais baixadas no site em junho do ano passado) que reuniu a banda em sua formação original e os trouxe de volta ao palco com mais força e maior reconhecimento.

Eles estavam separados quando o fã, produtor e publicitário Paul Domingos decidiu gravar o clipe da música “Sorvete de Flocos” com filhos pequenos de conhecidos seus, já que a banda na época não existia mais. O vídeo marcou o reencontro do Soulstripper, que surpreso com o sucesso repentino de músicas que haviam sido gravadas dois anos antes, voltou à ativa, fechando datas de shows e gravando um novo vídeoclipe (o “Bonitinha, né? Fiz Pra Você”), retornaram com o trabalho em cima do álbum de 2009, “As Garotas e Todos Os Problemas Que Vem Com Elas”.


A passeata pela independência da Coréia em 1o. de março de 1919: “SAM IL”

por Luiz Carlos Silva

O Movimento de Independência SAM IL, também conhecido como a Marcha de Independência SAM IL, foi um dos eventos mais marcantes ocorridos na península, clamando pela independência da Coréia em tempos difíceis de dominação japonesa. Foi um dos mais significativos atos na história da humanidade, que levou a conhecimento do mundo, todo o grandioso patriotismo, coragem e altivez do povo coreano.

A inspiração do Movimento foi ocasionada principalmente por dois acontecimentos:

Um deles foi o discurso de 14 pontos do 28º Presidente dos Estados Unidos da América Dr. Thomas Woodrow Wilson (1856-1924) do Partido Republicano, proferido exatamente em 8 de janeiro de 1918 no Congresso daquele país, no qual Woodrow estimulava a política de autodeterminação, tanto para as pequenas como para as grandes nações.

O Movimento também foi inspirado pela Conferência de Paz iniciada em Paris em 18 de janeiro de 1919 que proclamou o fim de alguns domínios coloniais. O rei Kojong enviou uma delegação liderada por Kim Gyu-sik, aos quais não lhes permitiram suas presenças como delegados com direito a voto. Os coreanos estavam totalmente desinformados sobre o pacto secreto entre Estados Unidos, Japão e França para excluir a Coréia e a Indochina da Conferência de Paris.

Após saber sobre o discurso de Wilson, jovens estudantes coreanos no Japão publicaram uma Declaração, exigindo a independência coreana. Quando esta declaração chegou a conhecimento do Movimento Nacional da Resistência na Coréia, liderado por 33 religiosos (metodistas, budistas, presbiterianos, chondoístas) os quais formavam o núcleo do Movimento, incluindo o patriota Son Byong Hi (1861-1922) líder da religião Chondoyo, esta liderança decidiu que estava chegando a hora de agir, portanto patriotas coreanos, na maioria religiosos e também jovens estudantes, no mais absoluto segredo, planejaram, organizaram e montaram demonstrações populares pela Independência nacional, todo este secreto planejamento foi cuidadosamente disseminado por todas as cidades, povoados e aldeias da Coréia, os quais finalmente irromperam nas ruas, tendo como ponto de partida o dia 1º de Março de 1919, quando veio a tona a notícia do falecimento do rei Kojong (1851-1919), que tinha sido envenenado pelos japoneses no dia 21 de janeiro de 1919.

Entretanto ardilosamente Wilson não demonstrou em sua declaração, que nem todas as colônias estavam livres, obviamente levando os coreanos a não perceberem que tal liberdade não se aplicava para: Coréia, Índia, Tibet, Pérsia, Líbia, Marrocos, Vietnã e algumas outras colônias dos vencedores da 1ª Guerra Mundial. Os nacionalistas coreanos erroneamente levaram ao pé da letra o discurso de Wilson e não perceberam toda sua sagacidade, que ardilosamente, nas entrelinhas não relatou em seu discurso que a Coréia e alguns poucos outros países não estariam livres, ou seja, não perceberam que Wilson não era tão bonzinho como ele mesmo se considerava.

Cabe à pena lembrar que os Estados Unidos exatamente no ano de 1905 durante a gestão de seu 26º Presidente Theodore Roosevelt (1858-1919), concordou com a anexação da Coréia pelo Japão justamente no Tratado Taft-Katsura. O qual foi um memorando assinado durante o encontro entre o Secretário de Guerra dos Estados Unidos William Howard Taft (1857-1930) e o 1º Ministro japonês Katsura Taro (1848-1913) ocorrido exatamente em 27 de Julho de 1905 em Tóquio, com data de 29/07/1905 (memorando) no qual os Estados Unidos comprometeu-se em não interferir na política de influência do Japão sobre a Coréia e em troca o Japão comprometeu-se em não interferir na política de influência dos Estados Unidos sobres as ilhas Filipinas.

Aproximadamente as 14,00 h do dia 1º de Março de 1919, os 33 religiosos nacionalistas, reuniram-se no Restaurante Taehwagwan em Seul e leram a Declaração de Independência, os nacionalistas inicialmente tinham planejado reunirem-se no Parque Tapgol no centro de Seul, mas decidiram de última hora mudar para um local mais reservado, tendo em vista o receio que tal reunião pudesse se transformar em tumulto, desordem. Os líderes do Movimento então assinaram o documento que havia sido redigido pelo escritor e historiador Choe Nam-son (1890-1957) e enviaram uma cópia para o Governador Geral da Coréia, General japonês Hasegawa Yoshimichi (1850-1924). Eles então telefonaram para a Delegacia Central de Polícia informando sobre as ações e logo foram presos.

Imediatamente após o encontro no restaurante, uma grande multidão reuniu-se no Parque Tapgol onde ouviram o estudante Chun Jae Hyong ler a cópia da Declaração publicamente. “O dia de hoje é marcado pela Declaração de Independência, haverá pacíficas demonstrações por toda a Coréia, tendo em vista, nossos encontros serem ordeiros e pacíficos, nós vamos receber a ajuda do Pres. Wilson e das Grandes Potências da Conferência de Paz em Paris e a Coréia será uma nação livre….

E logo o encontro transformou-se em uma gigantesca passeata, com milhares de manifestantes: religiosos, estudantes, mulheres, crianças, camponeses, cidadãos em geral gritando palavras de ordem como “VIVA A CORÉIA’ e também cantando hinos, com a intenção pacífica e ordeira de mostrar para o mundo o sublime sonho de tornarem-se livres novamente”.

Por sua vez os japoneses responderam com extrema brutalidade, selvageria, crueldade, milhares de pacíficos manifestantes foram: massacrados, baleados, assassinados, espancados, aprisionados, torturados, líderes cristãos foram crucificados, justamente para agonizarem na cruz, ou seja, sofrerem morte lenta, pois segundo os japoneses: “Assim estes coreanos irão para o céu”.

Na localidade de Jeam Ri os japoneses após terem aprisionado dezenas de pacatos cidadãos, os levaram para dentro de igreja, trancaram as portas e atearam fogo carbonizando todos que lá estavam.

Vários massacres aconteceram em cidades e aldeias da região de Suwon, onde diversas localidades foram pilhadas, saqueadas, as casas queimadas, as pessoas assassinadas, algumas pessoas conseguiram fugir e se refugiar nas montanhas, sobrevivendo apenas com a alimentação de raízes e plantas.

Não obstante o povo não deixou se intimidar e a verdadeira febre de demonstrações, manifestações, passeatas, que tinha se espalhado por toda a península, conseguiu obter uma ampla reação de simpatia mundial pela causa.

Os coreanos contabilizaram aproximadamente: 7.500 mortos, 16.000 feridos e 47.000 presos.

Os japoneses incendiaram 59 igrejas, 3 escolas e 724 casas.

Desde o início no dia 1º de Março de 1919 até o final 2 meses após, mais de 2 milhões de coreanos participaram das mais de 1500 demonstrações ocorridas em toda a península.

Para homenagear os patriotas, corajosos, mártires, heróis coreanos que participaram das passeatas, foram construídas várias chapas de cobre, com gravuras em relevo no Parque Tapgol, as quais estão situadas lada a lado, mostrando a história do Movimento pela Independência denominado “Sam iL.” Tapgol é o 1º Parque com estilo ocidental em Seul, e que incorpora a tradicional arquitetura coreana.

Competencia e desempenho organizacional

por               Cilene Aparecida Saez Moreno

Daniel Bartholomeu

José Maria Montiel

A Gestão de Recursos Humanos está passando por grandes mudanças. Estudos apontam que até pouco tempo bastaria o cargo para mostrar a importância das pessoas na organização. Atualmente, porém o reconhecimento do valor do indivíduo é proporcional ao valor que ele agrega à organização.  Neste sentido, as mudanças no panorama mundial contemporâneo, tais como internacionalização da economia, desenvolvimento de alianças estratégicas cada vez mais amplas e as decorrentes transformações sofridas pelas organizações, a função da gerência passou a requerer também conhecimentos e posturas e/ou atitudes diferenciadas relacionadas a seus subordinados.

É sabido que a justificativa para isso está no fato do mercado de trabalho atual exigir níveis de desenvolvimento cada vez mais diferenciados por parte das pessoas, tendo em vista o alto grau de competitividade existente. Da mesma maneira, as empresas têm que competir em ambientes de ampla concorrência, o que as força a buscar seu próprio desenvolvimento. Para isso cada vez mais precisam investir em seus funcionários. A gestão por competências é hoje considerada um instrumento de grande eficácia para lidar com essa situação na medida em que propõe formas mais justas para treinamento, avaliação e suporte aos planos de carreira de seus colaboradores, tornando-os indivíduos mais competitivos dentro e fora da empresa. Agregar gestão por competência pode ser caracterizado como diferencial nesse aprimoramento para o futuro.

Neste sentido, pode-se descrever que um gestor é competente ou não quanto este está mais próximo ou mais distante sua atuação estiver daquilo que é esperado dele em sua atividade. De maneira genérica, sabemos que o papel do gerente é caracterizado no exercício de habilidades técnicas, que estão representadas no conhecimento específico de um cargo gerencial, quase sempre associado à área funcional do gerente; habilidades humanas, que representam a habilidade que o gerente deve ter no trato com as pessoas; e habilidades conceituais, inferindo a necessidade do gerente possuir visão do todo ou sistêmica.

Em síntese, as empresas, independente de seu tamanho, não mais procuram profissionais eminentemente técnicos, mas pessoas que agreguem valor e produzam resultados, ou seja, profissionais que tenham competências para desempenharem os processos organizacionais propostos. Neste sentido, em um panorama de constante mudança, a passividade cede lugar ao dinamismo, à postura empreendedora, à tomada de decisão e responsabilidade por todos os envolvidos.

Trombone

por Igor Santos

O Trombone é um instrumento da família dos metais. Mais grave que o Trompete e mais agudo que a Tuba. Com sua válvula móvel (vara) que desliza, aumentando ou diminuindo seu tamanho, deixando mais agudo ou mais grave o som.

Suas origens relembram a Trompa do antigo Egito em que se evoluiu do cobre, logo após a liga metálica e finalmente ao latão.

O trombone foi o primeiro instrumento de cobre que apresentava a vara móvel. Tratava-se de uma evolução do sistema de módulos em que, em vez de encaixar e desencaixar partes, bastava correr a vara ao longo do instrumento para aumentar ou diminuir o tamanho do tubo. Dessa forma, podia-se dispor de sete sons fundamentais – obtidos a partir de sete posições da vara – além de todos os seus harmônicos, o que permitia executar no instrumento a escala cromática. Por isso, à época, foi considerado o mais perfeito instrumento de bocal.

Apesar de todas estas transformações e inovações, atualmente o trombone a máquina (pistons) não é um instrumento indicado para orquestras. Pode ser encontrado geralmente em fanfarras e bandas marciais. Chegamos hoje ao atual trombone de vara tenor em Sib usado em diversos países, tendo preferências nas Jazz-bands, bandas sinfônicas, orquestras de estações de rádios, orquestras de salão, orquestras sinfônicas e filarmônicas, o qual, pela exata proporção das medidas entre suas várias partes e a ótima qualidade do metal empregado em sua fabricação, permite obter afinação precisa e formosa qualidade de som, realizando assim todas as exigências da orquestração moderna.

Nesta peça, se apresenta a Sinfônica de Tókio e o solista Francês Michel Becquet reproduzindo “Ballade” de Frank Martin.

Podemos perceber que o autor usou uma grande flexibilidade e articulação do próprio trombone, requisitando assim um alto grau de conhecimento sobre o instrumento. Agudos, graves, momentos calmos ou mais agitados, perfeitas divisões entre ligaduras e “estacatos” Tudo dirigido pelo solista em que a orquestra segue fielmente sem enganos. Há varias interpretações para as obras, no entanto, isso é o básico para se entender uma.

Contamos com a presença do trombone nas Jazz-Bands e orquestras mas não podemos esquecer do ritmo brasileiro. Gilberto Gagliarde é um dos maiores profissionais de trombone e compositores do Brasil, tendo varias musicas criadas de grande sucesso.

Reproduzido pelo próprio autor. Choro para Raul de Barros:

O choro para Raul de Barros é um composição de G. Gagliarde dedicada para um amigo e trombonista famoso; Raul de Barros.

O terror vindo dos céus

por Luiz Carlos Silva

Durante todo o transcurso da guerra (1950-1953), Pyongyang a capital da República Democrática Popular da Coréia, foi pesadamente atacada com todos os tipos de bombas daquela época de forma implacável, indiscriminada e impiedosa pela Força Aérea dos Estados Unidos, principalmente com bombas de Napalm. Foram mais de 1000 bombas por quilômetro quadrado, e a destruição foi total e aniquiladora. Toda a estrutura e infra-estrutura da cidade foram destruídas: energia elétrica, água potável, hospitais, escolas, transporte, comunicações, pontes, indústrias, estradas, farmácias e todo o comércio. A cidade foi praticamente riscada do mapa.

Quando o armistício foi assinado em 27/07/1953 havia somente 2 prédios na cidade, na qual 400.000 pessoas haviam residido, uma foto aérea tirada em meados de 1953 sobre esta capital, mostrou que as condições da cidade estavam semelhantes as cidades de Hiroshima e Nagasaki logo após terem sido bombardeadas com armas nucleares pelos Estados Unidos em 06.08.1945 e 09.08.1945 respectivamente. É bom que fique aqui registrado que os EUA foi o único país na história da humanidade a lançar armas nucleares sobre seres humanos.

Quanto a guerra da Coréia, a destruição, matança indiscriminada, flagelo,  desgraça,  fome e  miséria sem paralelos que se abateram sobre a população coreana e de forma tão aguda que se perpetuou nos anos seguintes pela estagnação da economia e instabilidade política, como conseqüência de tão arrasadora experiência. Na parte norte da península coreana foram centenas de milhares de crianças, mulheres e idosos mortos despedaçados e carbonizados. Além de milhares de órfãos e sobreviventes, desfigurados pelas queimaduras, mutilados pelas bombas de fragmentação e por outras armas. E ainda milhares de famílias separadas e dezenas de milhares de casas destruídas, entre tantas outras barbaridades.

As terríveis bombas de Napalm

Durante todo o conflito (1950-1953), os Estados Unidos mantiveram uma política de pesados e constantes bombardeios em larga escala sobre a população da Coréia do Norte, especialmente utilizando bombas incendiárias contra todas as cidades e instalações civis e militares da parte norte da península coreana. Mesmo que esses tipos de atrocidades fossem tristemente lembrados no mundo pelo horror das imagens de vítimas civis, justamente na Guerra do Vietnã, pois naquele período programas de TV mostravam frequentemente para todo o mundo, cenas horripilantes de: crianças, idosos mulheres sendo queimadas vivas.

A bomba de Napalm possui uma substância gelatinosa que cola na pele, causando queimaduras de 3º grau, pois as pessoas mesmo entrando na água, ainda continuam queimando e significativamente muito mais Napalm foi lançado no norte da península (1950-1953) apesar do relativo pouco tempo de guerra em relação a Guerra do Vietnã. Para se ter uma idéia, durante o final da 2ª metade do ano de 1950, somente neste período foi lançado o equivalente a mais de 1 milhão de galões de Napalm sobre a população civil coreana na parte norte.

Em Maio e Junho de 1953, reforçando ordens do General Douglas Mac Arthur (1880-1964), o então 33º Presidente dos Estados Unidos Harry Truman (1884-1972), autorizou o General Curtis Emerson LeMay (1906-1990), líder do Comando Estratégico Aéreo (líder daquele comando desde 19 de Outubro de 1949) a bombardear toda a parte norte da península usando bombas de fragmentação e também bombas incendiárias. Em suma, a ordem era destruir todas as barragens, hidroelétricas, agricultura, indústria, plantações de arroz e incendiar todas as cidades e aldeias de camponeses da Coréia do Norte, matando também milhares de pessoas afogadas devido a destruição das barragens e posteriormente outros milhares morreram de fome.

C.E. LeMay, o mais jovem general da Força Aérea dos Estados Unidos a receber a 4ª estrela, desde Ulysses S. Grant (1882-1885) do Exército,  declarou:

“Nós matamos 30% da população da Coréia do Norte, na verdade nós matamos 40% da população da Coréia do Norte, talvez o maior percentual de população civil morta, na história de todas as guerras.”

O mesmo LeMay, já em sua aposentadoria declarou:

“Nós consumimos pelo fogo cada cidade da Coréia do Norte, e algumas poucas do Sul por engano, mas de qualquer forma nós as queimamos.”

O inesquecível ato solene de 22.09.2002 em memória ao General Choi

por Luiz Carlos Silva

Exatamente no dia 22 de Setembro de 2002 (data estipulada por ocasião das exéquias do General Choi), 70 representantes de 46 países participaram do serviço memorial simbolizando o 100º dia da morte do General Choi, fundador e Presidente da ITF. A solene e memorável homenagem foi realizada em Pyongyang, capital da República Democrática Popular da Coréia, ressaltando que o General Choi nasceu na região norte da península, antes da trágica divisão do país.

Um Congresso Especial também foi realizado em 22.09.2002 justamente para confirmar os sagrados desejos e vontades do supremo grão mestre Choi, expressos em suas últimas palavras quando com seu povo no dia 11 de Junho de 2002, perante 9 dos principais dirigentes da ITF entre os quais seus compatriotas mais graduados, antigos, fiéis e leais discípulos: Hwang Kwang Sung, Rhee Ki Ha e Park Jong Soo. 

O General designou seu sucessor, o membro do Comitê Olímpico Internacional Chang Ung, como novo presidente. E observou em suas próprias palavras:

“O Taekwon-Do nunca existirá sem a República Democrática Popular da Coréia.”

Este grande patriota e supremo pai do Taekwon-Do também falou: GM Hwang Kwang Sung, teu dever é grande e importante como Presidente do Comitê de Fusão (Unificação da Arte), referindo-se a futura união com a WTF.

No Congresso Especial de 22.09.2002 em seu discurso de aceitação, o membro do COI relatou nove metas para a nova presidência:

1. Estabelecer unidade e harmonia entre os membros da ITF por todo o mundo.

2. Reestruturar a constituição da ITF tornando-a mais forte em âmbito nacional e Internacional;

3. Obter reconhecimento do COI para a ITF.

4. Tratar com a WTF para a participação de membros da ITF nos Jogos Olímpicos.

5. Unificar o Taekwondo ITF e WTF

6. Estabelecer fontes mais fortes apara a captação de recursos para a ITF de acordo com leis de âmbito Nacional e Internacional.

7. Ajudar grupos organizados em seus respectivos países lhes garantindo apoio financeiro.

8. Ativar a Fundação Chan Hun para ajudar a ITF financeiramente.

9. Trabalhar arduamente para dar continuidade a filosofia e prática do Taekwondo original

A carreira do Sr. Chang Ung (64 anos em 2002) atravessa décadas como instrutor na Escola Profissional de Esportes de Pyongyang. Servindo sempre oficialmente como um dos principais dirigentes em muitos Comitês dos Esportes Olímpicos Coreanos. Ele é um dos fundadores da Federação de Taekwondo (ITF) na República Democrática Popular da Coréia um dos principais dirigentes que começou a apoiar a tentativa de unir as duas entidades (WTF e ITF) há vários anos. Em Agosto de 2002, encontrou-se com os membros do COI Norte/Sul -Coréia) para tratar da inclusão da ITF nos Jogos Olímpicos.

Chang Ung, que fala fluentemente o Inglês, declarou em seu discurso de aceitação em 22.09.2002.

“Devemos unir nossos concentrados esforços para superar tempestades. Devemos demonstrar o espírito indomável e perseverante do Taekwondo. Mostraremos ao mundo a força, a resistência e o valor dos Taekwondistas ortodoxos. Eu me antecipo em relação às informações que recebo sobre futuras críticas que poderão acontecer em relação ao meu trabalho. Sinceramente irei apreciar vosso apoio e encorajamento, para concluir meu discurso, há uma citação neste país “Impossível não é uma palavra coreana”.