Pausa no hiato

por Laís Semis

O álbum de estreia veio em 1999, intitulado “Los Hermanos”, que também era o nome da banda que havia se conhecido e se reunido dois anos antes na PUC-RJ. Eles sempre se preocuparam com a qualidade do que estavam produzindo mais do que com a quantidade de público que estavam atingindo. O som era um misto de rock e samba, trabalhando um coração partido.

O homônimo Los Hermanos levou logo de cara a banda a conquistar rádios, programas televisivos e uma multidão puxada pela garota que esnoba um amor, “Anna Julia”. O disco, que também continha o single “Primavera”, teve tamanha aceitação que acabou sendo indicado até ao Grammy.

E diferente das bandas que explodem um único hit e caem no completo esquecimento do público e perdem o reconhecimento da crítica, “Anna Julia” apesar de não ter sido renegada pelos Los Hermanos, é vista por eles como qualquer outra de suas canções, independente do tamanho do sucesso. Ela não é o tão esperado bis dos fãs.

Hermanos

Hermanos

O disco seguindo, Bloco do Eu Sozinho, indicava que era essa linha não tão comercial como “Anna Julia” (e de seu consecutivo sucesso de um primeiro álbum de destaque) que o Los Hermanos deveria seguir nos seus trabalhos posteriores. No entanto, a crítica continuaria a tirar o chapéu para os Hermanos e parte dos fãs se mostraria completamente fiel ao trabalho dos músicos.

Ventura e 4 tiveram caminhos diferentes. Se por um lado o primeiro emplacou singles como um disco mais convidativo, um prato cheio de amor (abrindo Ventura, “Samba a Dois” já pedia para ceder aos encantos), listado como um dos 100 álbuns brasileiros mais importantes pela Revista Rolling Stone, 4 não tinha o mesmo brilho.

E dois anos depois de “4”, ao fim da turnê, eles anunciaram a separação. Sem brigas nem previsão de retorno, os integrantes foram simplesmente se dedicar a outros projetos.

Mas se o Los Hermanos é uma banda que tem outras tantas canções além do hit-chiclete que merecem destaque e são aclamadas, porque é que eles não são tão populares assim?

Com discos menos populares do que se possa imaginar para uma banda do porte deles, o Los Hermanos vagueia por uma aura diferente. São canções que exigem vivência para compreender o que contém ali. Dificilmente alguém de 13 anos vai adorar um “Ventura” da vida (quando, no entanto, facilmente vai se apegar aos discos da Legião Urbana sem maiores problemas). É um som mais sério, sereno, maduro.

Em 2012, a banda comemora 15 anos e vai fazer algumas apresentações. Apenas algumas apresentações. Sem projetos de gravações conjuntas ou fazer mais shows, este é apenas um reencontro dos Hermanos, que continuam em hiato. A maioria dos 23 shows que vão acontecer do final de abril a junho deste ano já estão com os ingressos esgotados.

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Artes marciais no cinema

por Luiz Carlos Silva

A década de 70 marcou muito na comunidade marcial, justamente pela grande explosão, verdadeira febre de filmes de artes marciais em sua ampla e absoluta maioria produzidos e filmados em Hong Kong e divulgados para todo o mundo. O grande nome , o artista marcial norte americano Bruce Lee.

Nós da primeira geração de praticantes de TKD no Brasil tivemos a oportunidade de assistir na época estes maravilhosos filmes que tanto nos alegraram, encantaram, divertiram, incentivaram e tanto divulgaram as artes marciais pelo mundo afora.

Os produtores, cineastas de Hong Kong, tiveram de contratar  vários mestres coreanos, peritos tanto em Taekwondo quanto em Hapkido, justamente porque a população praticamente exigia filmes onde sobressaíssem as técnicas de pernas, pés, chutes com salto, giratórios por causa destas técnicas serem justamente algo muito mais plástico, técnicas muito mais bonitas, efetivas e eficazes.

Também foram contratados atores de outros países como por exemplo:

Os japoneses peritos em Karate, Judo, Aikido. Yazuaki Kurata, o grande Sony Chiba, o ator natural da Indonésia Lo Lieh.

Posteriormente a grande atriz natural da Malásia Michelle Yeoh, a própria norte americana Cynthia Rothrock (Tang Soo Do, Taekwondo) filmou várias vezes em Hong Kong.

Vários destes atores que se consagraram são de Taiwan entre os quais Angela Mao.

As belíssimas atrizes de Hong Kong: Nora Miao e Maria Yi sobre estas era dito que não tinham formação em artes marciais.

Cito alguns destes verdadeiros ídolos, heróis que mais sucesso fizeram, a maioria perita em Kung Fu e a maioria natural de Hong Kong:

Jimmy Wang Yu, David Chiang, Ti Lung,  Chen Kuan Tai, Sammo Hung,  Alexander Fu Sheng morto tragicamente em um acidente de carro em 1983 aos 28 anos de idade ,Cheng Sing, Bolo Yeung, Carter Wong, Jason Pai Piao,Thompson Kao Kang, Jackie Chan (originalmente dublê), Chan Wai Man, Alan Tang, Yuen Biao (originalmente dublê (stunt man). Posteriormente Jet Li este natural da República Popular da China.

As duas principais companhias cinematográficas eram Shaw Brothers e Golden Harvest.

Entre os considerados clássicos citaremos apenas três.

  • “Five Fingers of death” com Lo Lieh
  • “Enter the Dragon” com Bruce Lee
  • “When Taekwondo strikes” único filme de Jhoon Rhee.

 

O outro frontman

por Laís Semis

Não muito longe e diferente dos mesmos típicos problemas que o melhor amigo Peter Doherty enfrenta, Carl Barât, a voz mais firme por trás dos Libertines, tenta se manter discreto e evita falar da sua vida particular. Doherty, no entanto, insiste em lavar toda a roupa suja da banda em público.

Eles são uma dupla explosiva como Steven Tyler e Joe Perry ou Mick Jagger e Keith Richards, grandes amigos que tocam na mesma banda e constroem juntos seus impérios, mas que em parte do tempo não conseguem mais conviver ou até mesmo se suportar. No caso de Doherty e Barât, até seguranças precisaram ser contratados para evitar que saíssem no tapa durante a gravação do disco homônimo da banda.

Carl Barât e Pete Doherty

Carl Barât e Pete Doherty

Geração Strokes, a adorada banda britânica Libertines, tem apenas 2 discos, mas muita história e dedicação a outros projetos musicais. E assim como a imagem de Jagger acaba representando os Rollings Stones mais do que a de Richards àqueles que apenas conhecem o símbolo; Pete é a alma perturbada e errática que lidera os Libertines, enquanto Carl é apenas o outro frontman de mais um grupo que no auge da geração não deu certo.

Carl Barât acaba não sendo um evento tão comentado quanto os feitos de Doherty. Mas ele não ficou pra trás, continua seguindo com a música pelo mundo e em Abril chega ao Brasil para shows em São Paulo, Porto Alegre e Goiânia.

Agora, fora de sua banda pós-libertines, Dirty Pretty Things, o guitarrista e vocalista apresenta o repertório solo, do EP “Death Fires Burn At Night”. E, apesar de tudo, para o futuro, Carl e Pete ainda sonham e fazem planos de um possível retorno para os Libertines.