Princípios gerais das funções executivas

 por                          Juliana F. Cecato

Fernando Pessoto

Daniel Bartholomeu

José M. Montiel

Funções executivas são processos cognitivos que permite ao indivíduo interagir com o seu meio externo de maneira intencional, envolvendo a formulação de planos de ação que se baseia em experiências prévias e nos estímulos presentes. Estas ações devem ser adaptativas e seqüenciadas por etapas (GAZZANIGA, 2002), ou seja, refere-se à capacidade do sujeito de engajar-se em comportamento orientado a objetivos, realizando ações voluntárias, independentes, autoorganizadas e direcionadas a metas específicas (Capovilla, 2006; Gil, 2002). Sinteticamente, qualquer comportamento emitido por um indivíduo necessita deste processo. Berberian (2007) enfatiza que  em todas as situações do cotidiano, seja comportamentos mais simples até os mais complexos, o indivíduo precisa planejar ações e desenvolver estratégias cabíveis a fim de alcançar seus objetivos, devendo ter a habilidade de responder adequadamente aos estímulos externos e também de identificar o momento adequado para tal, sendo ainda esta elaboração dependente da história de vida do indivíduo.

Os componentes das funções executivas correspondem a memória de trabalho, atenção seletiva, controle inibitório, flexibilidade e planejamento (DUNCAN et al, 1997). A memória pode ser compreendida como o reservatório onde é armazenado tudo que é aprendido ou experienciado. Dalgalarondo (2008) subdividi-a em memória de trabalho, memória episódica, memória semântica e memória de procedimentos. Em outro componente das funções executivas destaca-se a atenção Seletiva, compreendida como a percepção direcionada e seletiva a uma fonte partícula de informação, incluindo um aspecto semiquantitativo e com duração definida. De maneira generalista a atenção é um conjunto de processos psicológicos que faz com que o indivíduo seja capaz de selecionar, filtrar e organizar informações em unidades controláveis, as quais são importantes para a seleção de materiais disponíveis diante de um montante de informações (Montiel e Seabra, 2005).

Como terceiro fator e não menos importante das funções executivas está o controle inibitório, que segundo Assef et al (2007), pode ser definido como a habilidade do indivíduo de “inibir respostas competitivas”, ou seja, habilidade de controlar os comportamentos, iniciar e até mesmo pará-lo.  O quarto componente da funções executivas denominado Flexibilidade é segundo Lezak et al (2006) a habilidade que visa estabelecer uma nova estratégia de ação é denominada flexibilidade cognitiva, caracterizada pela capacidade de escolha e alternância de respostas mais condizentes às contingências; ou seja, determina quais informações ou ações são mais importantes e úteis que outras. Se entende pela capacidade de adaptar-se á condições adversas, resolver problemas e adequar-se a determinadas situações. O Planejamento é determinado pelo objetivo traçado por um indivíduo, ou seja, para alcançá-lo, é necessário primeiramente que haja planejamento. Neste sentido pode-se defini-lo como a capacidade de organização e previsão da pessoa a fim de agir para atingir um objetivo.

A discriminação dos conceitos das funções executivas auxiliam os profissionais da saúde a melhor identificação em quadros de déficits cognitivos e possíveis desenvolvimentos de estratégias terapeutas para cada caso.

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