A morte do beatle vivo

por Laís Semis

Há quem diga que Paul McCartney morreu em 1966. Mas, se ele morreu, quem é aquele cara que, aos 70 anos, ainda anda pelos palcos cantando suas músicas solo e os sucessos dos Beatles? Entre as teorias conspiratórias e lendas que giram em torno de algumas famosas figuras roqueiras há a de que esse tal Paul é um sósia do beatle, Billy Shears, um impostor que teria substituído Paul.

Na capa do disco “Abbey Road” (1969), McCartney é o único beatle que atravessa a faixa de pedestres descalço (além dos mortos na Inglaterra serem enterrados descalços, é um símbolo usado pela máfia que representa homem morto); as pernas estão em posição contrária, num passo contrário ao dos outros integrantes da banda; à esquerda antes da faixa há um fusca estacionado com a placa “28 IF” – que segundo os conspirólogos seria mais uma das pistas: IF (se) Paul estivesse vivo, na época, teria 28 anos. E à direita, ao que parece, está parado um carro fúnebre. Ainda no mesmo disco, ele segura um cigarro na mão direita, porém o beatle era canhoto. Até mesmo as roupas são interpretadas: John Lennon vestido de branco representaria um médico; Ringo, de preto, o padre e George, de jeans, um operário ou o coveiro.

Em “Sgt. Pepper’s” (1967) outros símbolos foram identificados pelos conspiradores de plantão: a palavra “Beatles” formada por flores combinada aos rostos que permeiam a composição da imagem formariam um cenário fúnebre. Para completar as evidências, o suposto McCartney canta na faixa “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” “so let me introduce to you the one and only Billy Shears”.

Não concordando com a substituição, John, George e Ringo teriam divulgado pistas nos discos e nas canções para que a verdade sobre Paul fosse descoberta. Ou, pelo menos, decidiram se aproveitar dos boatos para promover ainda mais os Beatles.

Verdadeiras ou não, as teorias conspiratórias engrandecem os mitos de um gênero que por ir contra os padrões conservadores dos anos 50 (e algumas vezes mais, depois), música de jovens rebeldes, ligada à quadris que rebolavam e à pactos. E, enquanto meia dúzia envolvida na história desmente os acontecimentos, outros muitos propagam teorias e se dedicam à procurar mais argumentos para qualificar tais histórias.

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