Regência musical

por Igor Santos

Maestro ou regente é aquele que rege uma orquestra ou um coro. Normalmente um maestro vem dotado de grandes conhecimentos da musica em geral.

Maestro Herbert Von karajan. Famoso por reger varias das mais importantes orquestras mundiais.

No Barroco e no período clássico, o maestro não era materializado. Os grupos pequenos se entreolhavam para determinar o momento de dinâmica, entradas e finais ou voltavam sua atenção ao músico mais visível como o violinista. Como ocorre em quintetos na atualidade.  Em evolução deste estado inicial foi inserido uma marcação de tempo (métrica musical) através de batidas no chão com um cajado ou bastão, o que de fato atrapalhava muito a questão da sonoridade ao publico. A partir disto os músicos optaram a marcar o tempo com gestos da mão de maneira visual.

A regência de fato é o ato de conduzir um grupo musical, exercido pelo maestro. É uma atividade onde se pode coordenar e liderar as atividades musicais onde o músico aprenda a apresentar a concordância e a coerência que o maestro deseja a partir da interpretação da partitura, o que varia muito entre os regentes. A interpretação de uma obra exige muito tempo de analise musical, harmonia, contrapontos. De modo geral o regente deve ter em sua mente um conhecimento que se expande desde o coral até a diversidade da orquestra, ele necessita ter uma visão particular, mas principalmente uma visão geral sobre a obra. Estudar a fundo o autor da composição, o momento em que estava vivendo, o que ele desejava passar em sua obra. Estes são alguns dos requisitos mínimos para um bom regente.

Um dos principais pontos em que devemos focar no maestro é com certeza a articulação com os braços, contando que ele pode dar uns ”toques” ao musico com o próprio olhar.

Logo de inicio vemos a postura do maestro virada quase que totalmente para os músicos que estão tocando no momento, demonstra uma interação especial com o “naipe”, isso fica claro nesta obra pelo fato de que o silencio (pausa) está para os outros instrumentos, entretanto existem outros casos em que toda a orquestra está em atividade e mesmo assim o maestro se vira para apenas alguns músicos.
Em desenvolvimento percebemos uma parte critica que esta por volta do 1min e 45s e os 2mins 45s do vídeo. A expressão do maestro neste momento fica visível, do piano que se caracteriza por movimentos pequenos e precisos até o fortíssimo que exige gestos grandes mais não rápidos. Neste ponto a orquestra demonstra um equilíbrio perfeito sobre o som.

Outra questão muito importante é a atenção que o musico deve de ter sobre a regência, é ela que manda em tudo, se todos a seguirem, nunca haverá um erro. Vemos isso nos 4mins e 28s em que o flautista (posicionado a esquerda) não tira os olhos em momento algum da regência, principalmente por estar em silencio.

Anúncios

Trombone

por Igor Santos

O Trombone é um instrumento da família dos metais. Mais grave que o Trompete e mais agudo que a Tuba. Com sua válvula móvel (vara) que desliza, aumentando ou diminuindo seu tamanho, deixando mais agudo ou mais grave o som.

Suas origens relembram a Trompa do antigo Egito em que se evoluiu do cobre, logo após a liga metálica e finalmente ao latão.

O trombone foi o primeiro instrumento de cobre que apresentava a vara móvel. Tratava-se de uma evolução do sistema de módulos em que, em vez de encaixar e desencaixar partes, bastava correr a vara ao longo do instrumento para aumentar ou diminuir o tamanho do tubo. Dessa forma, podia-se dispor de sete sons fundamentais – obtidos a partir de sete posições da vara – além de todos os seus harmônicos, o que permitia executar no instrumento a escala cromática. Por isso, à época, foi considerado o mais perfeito instrumento de bocal.

Apesar de todas estas transformações e inovações, atualmente o trombone a máquina (pistons) não é um instrumento indicado para orquestras. Pode ser encontrado geralmente em fanfarras e bandas marciais. Chegamos hoje ao atual trombone de vara tenor em Sib usado em diversos países, tendo preferências nas Jazz-bands, bandas sinfônicas, orquestras de estações de rádios, orquestras de salão, orquestras sinfônicas e filarmônicas, o qual, pela exata proporção das medidas entre suas várias partes e a ótima qualidade do metal empregado em sua fabricação, permite obter afinação precisa e formosa qualidade de som, realizando assim todas as exigências da orquestração moderna.

Nesta peça, se apresenta a Sinfônica de Tókio e o solista Francês Michel Becquet reproduzindo “Ballade” de Frank Martin.

Podemos perceber que o autor usou uma grande flexibilidade e articulação do próprio trombone, requisitando assim um alto grau de conhecimento sobre o instrumento. Agudos, graves, momentos calmos ou mais agitados, perfeitas divisões entre ligaduras e “estacatos” Tudo dirigido pelo solista em que a orquestra segue fielmente sem enganos. Há varias interpretações para as obras, no entanto, isso é o básico para se entender uma.

Contamos com a presença do trombone nas Jazz-Bands e orquestras mas não podemos esquecer do ritmo brasileiro. Gilberto Gagliarde é um dos maiores profissionais de trombone e compositores do Brasil, tendo varias musicas criadas de grande sucesso.

Reproduzido pelo próprio autor. Choro para Raul de Barros:

O choro para Raul de Barros é um composição de G. Gagliarde dedicada para um amigo e trombonista famoso; Raul de Barros.

Arirang: o espírito coreano na música sinfônica

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

O meu envolvimento com o Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do levou-me, recentemente, a estudar com afinco a história desta arte marcial em sua vertente tradicional e olímpica, de seus líderes e pioneiros e das suas principais organizações internacionais (International Taekwon-Do Federation e World Taekwon-Do Federation). E, com o recebimento das novas obras que encomendei, poderei me dedicar a um estudo mais profundo da história geral das duas Coréias e do evento que também pode ser considerado um marco fundador da Guerra Fria, travada entre o bloco americano e o bloco soviético na segunda metade do século XX: a Guerra da Coréia. Um passo futuro envolverá o aprendizado da língua coreana e um contato maior com suas manifestações culturais.

E, ao longo destas minhas pequenas descobertas, pretendo repartir com os Leitores os sabores mais marcantes. Por enquanto, adianto-lhes um primeiro encantamento: uma obra que encontrei ao acaso, passeando pelo YouTube. Ouvindo-a como leigo, parece-me tratar-se de uma composição sinfônica que incorpora elementos da música coreana tradicional, ao modo como o nosso Villa Lobos trabalhou alguns elementos do folclore brasileiro em suas criações.

Bons dias !!!

Boosabum Eduardo Godoi (3o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

Trompete e suas representações

por Igor Santos

O Trompete é um instrumento musical de sopro que pertence à família dos metais; em uma das extremidades se encontra o bocal e na outra a campana, o som é controlado pelo uso dos pistos que, acionados, mudam a distancia que o som deve passar e, por fim, a nota que irá soar. O trompetista também usa a velocidade do ar e a pressão dos lábios para determinar sua reprodução.

Trompete em Sib

Os primeiros trompetes eram feitos de madeira, ossos ou até conchas. Somente a partir da Idade Média os trompetes começaram a ganhar formas atuais: já era feito de latão e seu bocal já se assemelhava aos atuais (forma cônica), muitas vezes fazendo parte total do instrumento, diferente de hoje, que o bocal é uma peça independente.  Após a Revolução Francesa, os clarins (trompetes naturais) desapareceram pela falta de versatilidade musical e os trompetes, com maior extensão, começaram a aparecer e firmar sua presença até hoje.

O desenvolvimento do trompete nas orquestras foi tão grande que novos modelos do próprio foram criados para que atendesse a linguagem clássica; tonalidades diferentes, flexibilidade e sons mais puros como o do próprio clarin foram sempre buscados pelos especialistas clássicos na tentativa de sempre atender a forma original do instrumento.

Trompete em C com válvulas rotativas usado, em especial, para orquestra

Vejamos aqui uma prova de tal progresso, um solo em especial para trompete que é considerada uma das peças mais dificieis por requerer uma técnica de alto nível. Wynton Marsalis apresenta Carnival Of Venice:

Por um outro lado, a relação que o músico obteve com o seu instrumento, não pode ser diferente em comparação com outro tipo de arte, foi desenvolvida a partir das várias maneiras populares, outras formas em que o trompete participa como Samba e Frevo.

Mas, com toda a certeza não posso me esquecer do jazz. Uma das linguagens musicais populares e influentes que participam da sociedade há décadas.  O jazz conhecido mundialmente nasce nos Estados Unidos por volta do início do século 20, formado por vários ritmos musicais; tem como base principal o afro-americano. No entanto, com tantas implementações, o jazz desenvolvido criou suas próprias características como a improvisação, o swing, a forma sincopada, entre muitos outros. Vemos aqui a época de ouro do jazz (década de 20 a 30), Luiz Armstrong arrebenta em popularidade e vendas de discos, deixando para traz até mesmo os Beatles:

Trompa

Por Igor Santos

A trompa é um instrumento de sopro que pertence à família dos metais, conhecida por seu som suave, porém, agressivo nos momentos desejáveis. Suas características sonoras são de extrema riqueza em harmonia e, com a mão dentro da campana, permite uma grande variedade de timbres que se assemelham muito com os da voz humana.

São aproximadamente cerca de 3,5 metros de cubo metálico enrolado varias vezes com 3 ou 4 rotores dependendo do modelo e categoria, uma campana em uma extremidade, com o bocal na outra em que o som  se produz com o sopro do músico. Este instrumento, em especial, requer uma atenção em relação ao músico que o toca, pois o trompista tem sua concentração focada em várias coisas ao mesmo tempo: respiração, altura das notas (que se produz nos lábios), mão esquerda focada nos rotores,  mão direita na afinação e com a dinâmica de volume e altura dos timbres na campana. E, como a trompa tem suas notas muito perto uma das outras, o trompista necessita  poder solfejar com facilidade e ter um ótimo ouvido em relação a afinação.

Sua historia vem de muito tempo atrás como uma evolução dos chifres de animais que os homens usavam como instrumento e sinalização à caça. A partir da idade média, a trompa já desenvolvida para um metal, começou a ganhar características musicais e sonoras e principalmente seu espaço nas orquestras com a inicialização dos compositores na época. Hoje a trompa é muito usada na modernidade, principalmente na  parte sinfônica, sendo usada em todas as 9 sinfonias de Beethoven e Mozart. Mahler pede 10 trompas em sua 2ª sinfonia. Mas na atualidade estão a se abrir timidamente opções para a popular.

Banda marcial

por Igor Santos

A banda marcial é um grupo de músicos com percussão e metais. Sendo na percussão os principais: bumbo, caixa, múlti tons. E, nos metais: trompete, trombone, tuba, flugel horn, trompa.

Banda Marcial de Santa Catarina apresentando-se em Caxias-RS

As musicas são totalmente adequadas ao grupo, que necessita de um ritmo forte, já que é apresentada em marcha e, ou em coreografia. Há dois tipos de categorias: a banda show que apresenta em lugares fechados e tem seu foco em coreografias ou com artes, como a introdução de sapateado no espetáculo; a banda tradicional se apresenta somente em marcha em eventos abertos, no tradicional 7 de Setembro eles são bem recebidos pelo público. A banda militar é sinônimo de banda marcial ou banda show, com a única diferença de maiores números de instrumentos que ficam posicionados fora da coreografia para a melhor sonorização.

As técnicas de ensino são de modo geral as mesmas, mudando somente algumas que não serão usadas nas apresentações como a escala de blues que é ensinada para improviso e jazz.

Único

Por Igor Santos

A música clássica, por um longo período, teve sua época de “ouro” em que grandes compositores como Pyotr I. Tchaikovsky, Johann S. Bach ou Johanes Brahms e muitos outros criavam verdadeiras obras eruditas, mas o tempo foi passando e, hoje, a criação não é mais prioridade; se assim podemos dizer, uma atenção foi voltada especialmente para a reprodução de modo com que seja de altíssimo nível, interpretação ideal, melodia e harmonia em pleno conjunto, equilíbrio sonoro. Após a Revolução Francesa, a orquestra em si teve uma grande evolução, contando, agora, com os naipes de metais, com maior articulação pelo seus rotores e pistos, fazendo com que o grupo de cordas e madeiras se ajustasse e, então, aumentar sua proporção, sem deixar de lado sua variedade. As obras sempre levaram características da época em questão, muitas vezes algumas eram uma crítica sobre o governo atual. Como a música clássica sempre soava como algo de mais valor, de alto nível, não só econômico mas intelectualmente, a maioria dos impérios sempre tinha vários homens voltados para este assunto, compositores da corte, compositores de operas, suítes entre outros, com o objetivo de agradar o imperador. Sua origem vem se abrindo conforme  se descobre a historia, há quem diga que suas raízes vêm da velha igreja litúrgica cristã, mas também há quem diga que foram os gregos com suas liras e poemas cantados, deram origem não só a música clássica mas também as trovas. Fico pensando, poderia ser os dois, ou nenhum dos dois, a música clássica tem seu próprio jeito de se comunicar, sem fazer menção a nenhuma raiz. Onde estiver terá tua própria linguagem.