Monkemania

 

Por Laís Semis

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O nome da banda foi herança do pai do baterista Matt Helders, que na década de 70 integrava um grupo chamado assim. Antes, em 2001, formada entre vizinhos e amigos de escola, eles costumavam tocar covers e atender por “Bang Bang”, mas investindo em composições próprias, um sopro indie, em 2003, no país da Rainha os levou em direção da distribuição das demos e assolados pela onda do MySpace, os próprios fãs se deram o trabalho de divulgar e compartilhar o trabalho inicial, disponibilizando as músicas para download no site.

“We’re Arctic Monkeys, these is ‘I Bet You Look Good On The Dancefloor’ and don’t believe in hype”. O recado claro no início do vídeo de um dos primeiros hits da banda mais hype da última geração abria uma pancadaria que também vinha estampada no título do álbum “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (2006). Apesar de moderninho, street rock, eles trouxeram influências do rap e de bandas como Led Zeppelin e Queens Of The Stone Age consigo mais do que os companheiros que dividiram o indie 00 com os Arctic Monkeys, como Franz Ferdinand, Libertines ou mesmo Strokes.

O sucesso “gigantosco” de uma geração esteticamente trabalhada para parecer mais “suja”, largada – mas aceitável dentro de qualquer casa, por uma leva cada dia mais conectada mas que também não abandonou o espírito rock’n’roll, os festivais e a ânsia por novidades musicais – mas agora de uma forma mais atualizada – que vazam na internet antes de alcanças às prateleiras das lojas ou mesmo os cliques de compras virtuais. Mas os Macacos Árticos também entendem essa ânsia porque fazem parte dessa mesma geração e, por isso, os próprios também disponibilizam alguns materiais antes do “oficial” chegar porque além de não ser possível lutar contra esse movimento, eles querem, antes de tudo, serem ouvidos.

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Apesar do bum que muitas bandas não conseguem segurar, eles não deixaram a peteca cair depois do primeiro grande álbum. “Favourite Worst Nightmare” (2007) passou a “maldição do segundo disco”, conseguindo segurar as expectativas de quem teve uma estreia bombástica e repetiu o sucesso emplacando o superhit “Fluorescent Adolescent”.

Entre um lançamento e outro, eles ainda tiveram tempo pra encomendar um EP, o famoso “Who The Fuck Are Arctic Monkeys?”, que também marcou a substituição de seu baixista Andy Nicholson por Nick O’Malley. E a trajetória seguiu-se firme: “Humbug” (2009), uma produção mais sóbria e madura ao mesmo tempo que sombria e “Suck It and See” (2011), mais lírico, reflexivo e suave sem deixar o quê de Arctic Monkeys frenético pra trás.

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Agora, os Arctic Monkeys se preparam para lançar seu novo disco, que singelamente leva o título de “AM”, trazendo 12 faixas nesse seu quinto álbum. A banda vem disponibilizando algumas das faixas do trabalho que tem previsão para ser lançado no início de Setembro. Confira:

01 – “Do I Wanna Know?”

02 – “R U Mine?”

03 – “One For The Road”
04 – “Arabella”
05 – “I Want It All”
06 – “No. 1 Party Anthem”
07 – “Mad Sounds”
08 – “Fireside”
09 – “Why d You Only Call Me When You re High?”

Ouça a canção aqui!

10 – “Snap Out Of It”
11 – “Knee Socks”
12 – “I Wanna Be Yours”

Além disso, também já é possível garantir o “AM” através da pré-venda pelo site. Josh Homme (Queens of the Stone Age), Pete Thomas, John Cooper Clarke e Bill Ryder-Jones fazem participações nesse disco que, segundo Alex Turner, o bandleader, soa como Dr. Dre. Sobre o disco, Homme, entre elogios revelou uma faceta dançante do que vem por aí.  Na verdade, ele retribui a participações, já que Turner também marcou presença no disco do Queens OTSA , “Like Clockwork ”, lançado mês passado.

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Capa de “AM” que tem previsão de lançamento para o dia 9 de setembro

Sou do mundo, sou Minas Gerais

Por Laís Semis

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Milton Nascimento é uma das figuras mais reconhecidas da MPB no mundo inteiro. Apesar de ser natural do Rio de Janeiro, mudou-se muito cedo para Minas, onde se criou e se fez mineiro de coração – intitulou um disco com o nome do estado, cantou sobre os trilhos que o ligavam ao porto ao mar, sobre os tambores de lá, cantou que era Minas Gerais.

Ao lado de Fernando Brant compôs sucessos que ganharam o mundo, que foram parar na voz de Peter Gabriel e de parceiros e grandes nomes da Música Popular Brasileira. Milton Nascimento tem uma discografia de simplesmente 40 álbuns (entre os de estúdio e os ao vivo) e já cantou em mais de 300 cidades do mundo.

Desde muito cedo estabeleceu contato com a música. Sua mãe adotiva era professora de música, enquanto seu pai era dono de uma estação de rádio.  Aos 2 anos ele ganhou seu primeiro instrumento: uma sanfoninha. Antes dos 13 viria outra sanfona, uma gaita e um violão, mais ou menos a mesma época em que forma seu primeiro grupo musical, o “Luar de Prata” que se tornaria “Milton Nascimento e Seu Conjunto” e se apresentaria por algumas cidades próximas da que morava.

Mas o engate na trajetória musical viria mesmo junto com a mudança de Três Pontas para a capital do Estado, quando, pelo Clube da Esquina, ao lado de encontros com Brant, Beto Guedes e Lô Borges surgiram canções como “Para Lennon e McCartney” e um novo movimento da música brasileira. A partir daí foi ganhar o mundo.

Paralelo à carreira de cantor e compositor, em 2002, criou o selo “Nascimento”, que além de produzir seus próprios projetos, lançou artistas novos no mercado, como Marina Machado e Pedrinho do Cavaco.

E hoje, tantos discos e anos depois, ainda permanece o que Elis Regina disse uma vez: “se Deus cantasse, seria com a voz de Milton Nascimento”.

Ebulição rítmica

por Laís Semis

Karina Buhr no Natura Nós

Desde 1997, Karina Buhr esteve à frente da banda Comadre Fulozinha, de Recife, que se utilizava dos ritmos baião e ciranda para base de suas músicas. O último trabalho da banda, “Vou Voltar Andando”, foi lançado em 2009. Em 2010, veio a carreira solo e com ela o prêmio de artista revelação pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Karina Buhr é diferente das outras divas da música. Além de estar fora do eixo tradicional da música pop – apesar da onda Gaby Amarantos – Karina Buhr gosta de brincar com as palavras e fala. Essa nova fase de sua música, deixa de lado os estilos musicais de sua terra pra se abrir pra um Brasil Novo que mistura o pop ao MPB e até se deixar levar pelo indie.

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E pra quem achava que o primeiro disco, “Eu Menti Pra Você”, mostrava a compositora, percussionista, cantora e atriz, por completa em sua carreira solo, se enganou. Já no ano seguinte, ela veio com “Longe de Onde” (2012) e mostrou que brincar de experimentar combinações não apenas de palavras sobrepostas, como estilos.

Karina está em constante transformação musical.

A primeira audição pode causar estranheza – afinal de contas, comercial não é dos substantivos que mais a definem. E o que se espera de alguém que vem s

endo tão citada é que se seja facilmente compreendido e digestível.  Mas o que se esquecem é que esse é um Brasil de muitos tons e sons.

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O sotaque marcante é quem badala as canções de amor moderno e do mundo de Karina Buhr, mas não só. As batidas também fazem toda a diferença. Acompanhada por Bruno Buarque, André Lima, Guizado, Mau, Fernando Catatau e Edgar Scandurra os ritmos se multiplicam a cada faixa de seus discos, se transformando num descobrir de elementos e sensações. Ainda há muito verbo para Karina Buhr viver.

Prefiro os nossos sambistas

Por Laís Semis

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Ela é a dona dos cabelos cor-de-abóbora que Chico Buarque poetizou em seu último disco, intitulado simplesmente “Chico”. Foi pelo seu interesse na música e teatro, que a curitibana decidiu fazer do Rio de Janeiro o atual cenário de sua vida. E antes de engatar a carreira musical, Thais Gulin participou de várias peças de teatro – duas atividades que a atraem desde a infância quando inventava suas apresentações.

Mas musa de Chico, não só inspira canções ou dá o ar da voz em “Se Eu Soubesse”, presente nos álbuns de ambos. Seu primeiro trabalho veio em 2007, quando foi tida como uma das revelações do ano pelo homônimo “Thais Gulin”. Apesar de soar muito próprio, apenas 2 das 12 canções continham um dedo de composição da cantora, já “ÔÔÔôôÔôÔ” (2011), nome que leva seu segundo disco, além de trazer uma mostra maior de suas próprias composições, traz mais parcerias de calibre da música brasileira: Tom Zé, Adriana Calcanhotto, Ana Carolina e Chico.

E apesar da doçura da voz e pessoa, Thaís Gulin, a ousadia das escolhas das músicas que compõe mostra a personalidade que se esconde atrás da imagem. Ousadia também de quem escolhe os grandes para interpretar e telefonar pedindo uma inédita para que ela lance em um álbum seu – que embora sejam de renome, não deixam de olhar pra frente.

Depois de conquistar os palcos, as críticas e Chico Buarque, Thais diz que seu sonho é simplesmente fazer turnês por porões de cidades do interior, sentindo mais próxima a energia das pessoas.

Conheça mais do “ôÔÔôôÔôÔ”:

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1. ôÔÔôôÔôÔ (Thaís Gulin): o disco já abre em ritmo de samba, falando em cair na avenida e atropelar os enredos, tendo o Carnaval do Rio de Janeiro como cenário, Thaís mostra que independente do que acontecer, não vai deixar abalar a folia.

2. Água (Kassin): apesar da simplicidade da letra que se limita a um leve suporte emocional muito mais consolador à própria do que ao outro (“eu vou ficar aqui torcendo pra tudo melhorar, juro que vou e sei, vai passar o seu rancor”), a faixa aposta mais no ritmo e se deixa levar pelo sambinha.

3. Horas cariocas (Thaís Gulin): um pouquinho de melancolia pra inspirar poesia de coração sofrido. Certas partes também poderiam sair de uma caixinha de música. “Na confusão das horas cariocas, vai saber, de um cabaré nas docas, vai saber, se a noite somos todas pardas”.

chico4. Se eu soubesse (Chico Buarque): num dueto com o próprio Chico Buarque, eles confessam o romance nessa canção escrita para Thaís cantar. A faixa também faz parte do disco “Chico”, último lançamento do compositor.

5. Revendo amigos (Jards Macalé / Waly Salomão): sob um leve baião que se deixou camuflar pelas guitarras numa mistura que funciona, “Revendo amigos” bate em uma das principais características do álbum até pelos tantos compositores presentes: a abertura pra contemplar diferentes ritmos e histórias.

6. Quantas bocas (Thaís Gulin / Ana Carolina / Kassin): levada melancólica de quem diante de uma suposta traição, retoma sentimentos, se deixando confundir. “Se eu tivesse alguma voz cantava pra você ficar aqui, diz com quantas bocas, bocas belas, lindas me abandonas […] E na hora hora que você me procurar de novo, talvez eu possa te querer pra sempre ou te esquecer de vez”.

7. The glory hole (Thaís Gulin / Alê Siqueira / Kassin): rapidinha instrumental com nome de glória sagrada, mas que não resiste a se deixar dançar.

8. Cinema americano (Rodrigo Bittencourt): a música ganhou uma nova versão com o acréscimo de duas estrofes em inglês entre seus versos e de “Cinema Americano” recebeu o título de “Cinema Big Butts”, além de uma letra mais provocativa, que explora diferentes faces humanas de quem exerce interesse e lança “prefiro os nossos sambistas. Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora. Que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil, que te adora. Que entende o triunfo da poesia sobre o futebol, mas que joga sua pelada todo domingo debaixo de sol”.


9. Encantada (Adriana Calcanhotto): levada por verbos soltos, narra um flerte pelo qual se deixa levar. A canção toma corpo, mas retorna à estrutura inicial. A composição de Adriana Calcanhotto deixa sua marca, apesar da interpretação de Thaís, “Encantada” não consegue fugir muito dessa marca.

10. Ali sim, Alice (Tom Zé): fazendo referência ao clássico “Alice no País das Maravilhas”, ela e Tom Zé compartilham os vocais da faixa que traz os elementos e personagens mágicos da história decifrando o mundo, guiados por um piano que, como não poderia deixar de ser quando se trata de Alice, é meio psicodélico.

11. Little boxes (Malvina Reynolds): em inglês e numa pegada folk, Thais Gulin faz uma versão da canção famosa nos vocais de Malvina Reynolds, em 62. “Little boxes” faz uma crítica política à classe média americana. “E todas elas parecem a mesma coisa, e as pessoas nas casas todas foram para a universidade, onde eles foram colocados em caixas e eles saíram todos os mesmos. E há médicos e advogados e executivos de negócios e eles são todos feitos de material barato e todos eles se parecem exatamente iguais”.

12. Frevinho (Thaís Gulin / Moreno Veloso): o frevinho puxa o embalo de trazer o outro para perto sem ter que se preocupar em não demonstrar publicamente o sentimento. A alegria acaba caindo em carnaval sem fim.

13. Paixão Passione (Ivan Lins): cantando sobre a adrenalina da paixão, a música integrou a trilha sonora da novela global “Passione”.

Poeta otimista: sangrando pelo sonho de viver

Por Laís Semis

Em meio à seu pop que sambou pelo MPB e pelo rock,  Luiz Maurício Pragana dos Santos seguiu firme na rota que traçou apesar do contra-gosto do pai. Foi há 31 anos que ele deixou de ser Luiz Maurício se pra assumir como Lulu Santos pelos palcos.

Apesar de essencialmente pop desses bem que reúnem multidões híbridas (da nova geração até às vovós de plantão), Lulu Santos também carrega em sua carreira os vestígios das suas mais variadas experiências durante essas quatro décadas de envolvimento com a música. História de entrega que começou formando uma banda aos 12 e fugindo de casa alguns anos mais tarde pra percorrer o país na companhia de hippies, passando por uma (no mínimo inusitada) banda formada ao lado de Ritchie e Lobão.

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O cantor logo seguiu carreira solo, enquanto o jornalista Nelson Motta, Gilberto Gil e Antônio Cícero entre outros nomes passaram em sua história ocupando o lugar de parceiros de composições. Daí pra frente não parou mais de produzir álbuns que desde o título remetem à bagagem pesada que ele traz: do primogênito “Tempos Modernos” (1982) às dois Acústicos (2000 e 2010), passando por “Tudo Azul” (84) e “Assim Caminha a Humanidade” (94).

Mas desde que partiu em suas andanças, nem só de fazer música viveu Lulu, embora nunca tenha a deixado de lado nos outros trabalhos que realizou. Ele já foi jornalista free-lancer, trabalhando como colunista, resenhando álbuns e como funcionário de gravadora.

É sem perder o tom da realidade que Lulu Santos há 30 anos dissipa seus hits românticos com a mesma energia de 1980. Suas vendas somam 7 milhões de discos – e a principal característica de seu público é ser atemporal.

Ele, o hitmaker carioca, que nunca foi o rei do baião, continua emplacando seus álbuns e chamando gente pra dançar, sem deixar o tempo abater sua popularidade e o respeito da crítica – a marca que fica indicando que o tempo passou pra ele são apenas os cabelos sem cor.

Tecnobrega indie?

Por Laís Semis

O mundo indie não deixou passar batido a nova música dos Strokes nas últimas duas semanas. Até porque quem ouviu “One Way Trigger” não conseguiu segurar as emoções. Pra quem espera desde 2011 por uma novidade dos meninos, levou um susto.

Todo mundo se perguntou que batida era aquela, o que tinha acontecido com a voz de Julian Casablancas e por quê, Deus? A música rodou pela internet não pela empolgação dos fãs em replicar prontamente a primeira música liberada do próximo álbum da queridinha indie, mas quase se como se a mensagem fosse “você só vai acreditar nisso se você mesmo ouvir”.

Há quem teve que repetir a audição pra se convencer de que era real. Apesar do estranhamento geral, dizer que “One Way Trigger” é ruim não seria de toda verdade e nem se trata de discutir o tecnobrega. Aos que ficaram tão impressionados que nem se quer conseguiram prestar atenção na letra, ela trata de uma partida incompreendida, em que se pede pra ficar, mas em que existem muitos motivos considerados por ele para ir embora. E num conflito de querer estar com ela num próximo momento ou não, ele decide partir enquanto ela está dormindo mesmo sabendo que não é certo, mas que não seria este o jeito mais difícil. E no meio da história, a música começa a se tornar mais comum aos nossos ouvidos, um pouco pelo costume e outro tanto por Julian abandonar o falsete e a guitarra se sobressair.

Confira a letra de One Way Trigger clicando na imagem

Confira a letra de One Way Trigger clicando na imagem

É cedo demais para os fãs ficarem desapontados. Se é sério ou não, só vamos descobrir em “Comedown Machine”, o álbum que a banda acabou de anunciar. Não dá pra saber o que virá a seguir, até mesmo porque a banda não se pronunciou sobre o assunto. Mesmo que seja uma brincadeira que os Strokes decidiram fazer para criar uma atmosfera curiosa e colocar os holofotes na mira de seu lançamento,

Embora o álbum só chegue no final de Março, sua pré-venda (da versão em CD e LP) já acontece através do site http://www.myplaydirect.com/the-strokes/features/27992641. O primeiro single oficial, “All The Time” estará disponível no dia 19 de fevereiro (ou, com sorte, alguns poucos dias antes dessa data nas rádios, segundo a nota oficial da banda).

Novo álbum dos Strokes deve chegar dia 26 de março

Novo álbum dos Strokes deve chegar dia 26 de março

Mas a grande dúvida que paira sobre os fãs e o mundo indie é que raios pode se esperar de “Comedown Machine”?  Até lá, muitos se assombrarão com a possibilidade do tecnobrega ter conquistado o ícone indie rock da década passada.

Se o The Vaccines ou o Hower são os novos Strokes, então o novo Strokes deve ser o novo Uó ou a próxima Gaby Amarantos. Pareceria um absurdo dizer isso uns dias atrás, mas hoje caberia (cabe?). Apesar de que mesmo falando em The Vaccines e Hower, estamos em 2013 ainda considerando o The Strokes (banda que lançou seu primeiro disco em 2001) como a última super banda modelo.

Mas difícil mesmo vai ser conseguir digerir aquele falsete de Julian se ele se repetir durante outras faixas do disco.

A importância da afetividade para o desenvolvimento cognitivo

por                     Patricia Villela 

Juliana F. Cecato

Daniel Bartholomeu

José M. Montiel

A afetividade pode ser entendida como uma energia que move as ações humanas. Sem afetividade não há interesse ou motivação, pois o ser humano se desenvolve a partir da qualidade das relações e trocas com o outro (VIGOTSKY, 1998). Partindo deste pressuposto, a vida na escola, adquire grande relevância, já que afetividade e aprendizagem estão ligadas, e é no âmbito da relação professor-aluno que acontece a construção do conhecimento, o desenvolvimento da inteligência emocional e o processo de avaliação da aprendizagem. É portanto, na escola, os alunos experimentam os mais diversos afetos, tanto o prazer de obter sucesso em uma atividade como a raiva em discutir com um colega (COSTA; SOUZA, 2006).

A afetividade estende-se em etapas evolutivas, sendo a primeira delas de base orgânica e seus motivos estão relacionados à bem ou mal estar. Com influência do meio esta base orgânica modifica-se para meios de expressão mais diferenciados, e aí começa o período emocional. O meio é necessário para modelagem do indivíduo. A afetividade é o ponto de partida do desenvolvimento infantil, como por exemplo a inteligência, não aparece pronta, ambas evoluem ao longo do desenvolvimento, modificando de um período para outro, pois à medida que o individuo se desenvolve, as necessidades afetivas tornam-se cognitivas. Afetividade e inteligência são inseparáveis na evolução psíquica, pois mesmo com funções bem definidas, quando integradas permitem a criança atingir níveis de evolução cada vez mais elevados.

Seguindo os pressupostos anteriormente descritos pode-se apontar que a afetividade e sua relação com o desenvolvimento cognitivo infantil é algo determinante para a prática educacional. Apreender sobre o funcionamento das emoções e suas manifestações em sala de aula é um instrumento extremamente poderoso, pois proporciona à escola perceber o aluno em sua totalidade.

Em síntese, para se obter resultados satisfatórios no desenvolvimento infantil é necessário preparar um ambiente favorável para a criança desenvolver suas relações e consequentemente desenvolver também suas funções cognitivas.