Won Hyo: introdutor do budismo na dinastia Silla ?

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

No volume 9 da obra Legacy (enciclopédia do Taekwon-Do publicada pelo fundador da ITF, General Choi, Hong Hi, nos anos 80 do século XX, com o auxílio do governo norte-coreano), encontramos a seguinte texto sobre o monge budista Won Hyo:

WON HYO: was the noted monk who introduced Buddhism to the Silla Dynasty in the year of 686 A.D.“, cuja tradução seria: “WON HYO: foi o notável monge que introduziu o budismo na dinastia Silla no ano de 686 d.C“.

Em alguns manuais/apostilas utilizados por algumas associações de Taekwon-Do ITF brasileiras, encontramos a seguinte tradução:

WON HYO: foi o notável monge que introduziu o budismo na Coréia, durante a dinastia Silla, no ano de 686 d.C.

O acréscimo, nesta tradução, das palavras em destaque, altera o significado da frase original e traz para o currículo apresentado a alguns praticantes desta Arte Marcial um erro sobre a história da Coréia ao transmitir aos alunos a ideia de que o budismo teria sido apresentado à nação coreana pelo monge chamado Won Hyo. A frase original remete apenas à suposição de que, no período em que o reino de Silla começou a exercer a sua hegemonia política sobre a nação coreana, o monge Won Hyo teria apresentado aos seus líderes o budismo.

Uma gravura com a imagem do monge Won Hyo.

Uma gravura com a imagem do monge Won Hyo.

O budismo já estava presente na cultura coreana há muito mais tempo, desde o período conhecido como dos “Três Reinos” (Koguryo, Silla e Paekche) e, segundo o historiador estadunidense Bruce Cumings, o budismo teria sido adotado como religião oficial do reino de Silla por volta do ano de 535 d.C., muitos anos antes do nascimento do monge Won Hyo (617 d.C.).

“… and the adoption of Buddhism as the state religion around 535 (Paekche and Koguryo adopted Buddhism earlier).” (Korea’s Place In The Sun – A Modern History; Bruce Cumings – 2005)

Um excelente livro sobre a história das Coreias escrito pelo pelo pesquisador estadunidense Bruce Cumings.

Um excelente livro sobre a história das Coreias escrito pelo pelo pesquisador estadunidense Bruce Cumings.

Ao buscarmos na internet a biografia do monge Won Hyo, encontramos bons textos na Wikipedia (http://en.wikipedia.org/wiki/Wonhyo) e no site Korean Buddhism (http://www.koreanbuddhism.net/master/priest_list.asp?cat_seq=10), entre outras fontes. É interessante notar que todas as referências a este personagem indicam o seu falecimento no ano de 686 d.C., o mesmo em que, pela historiografia oficial do Taekwon-Do ITF, ele teria supostamente introduzido o budismo na dinastia Silla.

Estas questões históricas não diminuem em nada a importância das contribuições do monge Won Hyo para a filosofia e a religiosidade coreanas e também não afetam a qualidade técnica do Taekwon-Do Tradicional. No entanto, como o fundador da ITF expressou várias vezes que esta Arte Marcial deveria contribuir para a divulgação da cultura e da história das Coreias, é essencial que os seus praticantes estejam atentos às atualizações que as pesquisas acadêmicas trazem aos temas concernentes ao Taekwon-Do Tradicional.

Bons dias !!!

Sabum Nim Eduardo Godoi (4o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Rua Armando Steck, 408 – sala 3 – Centro – Louveira – SP – CEP 13.290-000

Situação atual e desafios do TaeKwon-Do Tradicional no Brasil

por Armando Vivas

Quando vejo a quantidade de eventos, Campeonatos ou Seminários que são realizados em todo Brasil pelas diferentes Organizações de TaeKwon-Do ITF, fico pensando em duas coisas: por um lado o grande potencial que têm o TKD tradicional para se desenvolver e crescer, e o muito que ainda há para fazer em prol desse desenvolvimento. E ao mesmo tempo a grande dispersão e divisão que se vive dentro deste universo ITF.

Organizações que não se reconhecem umas as outras. Mestres, Instrutores e dirigentes que praticamente não tem relacionamento entre si. Se uma determinada Organização realiza um evento, é muito comum que se ditem diretivas expressas que proíbem convidar a escolas que não pertencem a essa organização. E outras vezes também o contrário: proibição de participar de um evento organizado por outra escola ou Federação.

Essa é uma realidade tão inegável como prejudicial para aquilo que todos os que amamos esta Arte desejamos: o desenvolvimento e fortalecimento do TaeKwon-Do ITF no  Brasil.

Faz pouco tempo, em abril deste ano na cidade de Louveira, Estado de São Paulo se realizou um Campeonato que foi uma verdadeira exceção a esta regra. Estivemos presentes escolas que pertencem a três Organizações: FBT, OBTI, e ITF Masters. E esse Campeonato, que foi organizado por Sabum Nim Eduardo Godoi e sua Escola, a Ch’ang Hon Ryu, foi um exemplo palpável de que sim é perfeitamente possível realizar eventos abertos a todos os que trabalham dentro do nosso estilo, independentemente de com quem estejam alinhados nesse momento.

A 1a. Copa Louveira de Taekwon-Do Tradicional reuniu representantes de três federações internacionais e de cinco associações brasileiras (abril de 2013).

A 1a. Copa Louveira de Taekwon-Do Tradicional reuniu representantes de três federações internacionais e de cinco associações brasileiras (abril de 2013).

Mas esse foi um Campeonato modesto, tão modesto que nem sequer mereceu algum comentário por parte de alguma autoridade ITF dentro de Brasil.

Agora imaginemos o impacto que significaria organizar cada tanto um grande Campeonato Aberto á participação de todas as organizações e escolas que queiram fazer parte dele. Campeonatos ou eventos que poderiam se realizar por exemplo no Rio ou em São Paulo, só para nomear dois estados chaves. Isso teria um efeito benéfico para todos, eventos dessa importância poderiam atrair até a atenção da mídia  especializada, e sua repercussão seria muito maior sem dúvidas.

Particularmente, nós da UBT (União Brasileira de TaeKwon-Do) , não temos problema nenhum em participar de qualquer evento ao quais sejamos convidados, sempre que estiver ao alcance de nossas possibilidades.

Logotipo da União Brasileira de Taekwon-Do ITF, presidida pelo Sabum NIm Armando Vivas (6o. Dan).

Logotipo da União Brasileira de Taekwon-Do ITF, presidida pelo Sabum NIm Armando Vivas (6o. Dan).

Mas o que eu vejo não é uma tendência crescendo para esse lado, se não o contrário: parece que prevalece a divisão, as disputas, e a dispersão.

Está claro que cada Escola ou organização tem todo o direito de procurar o caminho que considere seja o melhor para seu próprio desenvolvimento e crescimento, mas isso não deveria ser um impedimento para tentar produzir e manter um relacionamento produtivo e respeitoso com o resto das organizações e dirigentes, o que derivaria sem dúvida nenhuma em benefício para todos.

Nós, na medida de nossas possibilidades continuaremos insistindo na necessidade de abrir e cultivar a perspectiva de construir um TaeKwon-Do de relacionamento mais aberto, de reconhecimento e respeito mútuo entre dirigentes e organizações. Um TaeKwon-Do acorde as exigências e possibilidades de nosso presente neste século XXI.

Sabum Nim Armando Vivas (6o. Dan)

União Brasileira de Taekwon-Do ITF
Rua Domingos de Morais, 1458 – Vila Mariana- São Paulo – SP – telefone: (11) 5539 4029

Por um Taekwon-Do sem fronteiras dentro do nosso país

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

O Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do é bastante conhecido como Taekwon-Do ITF: o fato de o seu principal desenvolvedor (com o auxílio de Mestres Pioneiros cujos nomes não são comumente citados nos “manuais e apostilas”), o General Choi, Hong Hi, ter fundado e presidido a primeira International Taekwon-Do Federeation (ITF), de 1966 atá o seu falecimento, em 2002, associou fortemente o nome e a sigla de um órgão gestor ao nome da Arte Marcial, chegando mesmo a substituir o epíteto original que acompanharia o nome Taekwon-Do: “Ch’ang Hon Ryu” (Taekwon-Do estilo Ch’ang Hon).

Hoje, usa-se o nome de um órgão gestor como se ele denominasse o conteúdo técnico da Arte Marcial ensinada. É como se, após a chamada “Revolução Científica do Século XVII”, a “Física Newtoniana” ficasse conhecida como “Física da Royal Society” pelo fato de Isaac Newton ter fundado e presidido a Academia Real de Ciências do Império Britânico.

3a. Edição da grande obra de Isaac Newton, já então publicada pela Royal Society (1727)

3a. Edição da grande obra de Isaac Newton, já então publicada pela Royal Society (1727)

Este mesmo “estilo de Física” é praticado no mundo inteiro em diversas instituições de ensino ligadas a diferentes órgãos gestores (Secretarias e Ministérios de Educação, por exemplo) e não há um comando centralizado numa única “federação” mundial. Imaginem se os “legítimos” newtonianos exigissem que a Royal Society controlasse o ensino de Física no mundo inteiro… A qualidade do conteúdo da “Mecânica Clássica” aprendido pelos alunos nas escolas e universidades não depende do controle de um único órgão gestor, de uma única “federação” e o fato de termos diversos órgãos gestores – a nível nacional e mundial – favorece, através dos espaços de intercâmbio e de competição saudável, o desenvolvimento contínuo desta disciplina.

Logotipo da "International Taekwon-Do Federation - ITF" utilizado por, pelo menos, três organizações com alcance mundial.

Logotipo da “International Taekwon-Do Federation – ITF” utilizado por, pelo menos, três organizações com alcance mundial.

Antes mesmo da morte do General Choi, já tínhamos, a nível mundial, algumas federações “disputando o mercado” para o ensino do Taekwon-Do Tradicional e, após o falecimento do Fundador da primeira ITF, o número de entidades internacionais aumentou significativamente (no artigo intitulado “O Taekwon-Do e suas federações“, o Leitor encontrará uma lista bastante abrangente de links para os sites de várias entidades internacionais). Se isto não comprometeu comprovadamente a qualidade do ensino da Arte Marcial, afetou, no entanto, algumas pretensões financeiras e de poder por parte de alguns que se consideram os “únicos e legítimos herdeiros” da obra desenvolvida, inicialmente, sob a liderança do General Choi.

O inferno são os outros…

Uma postura bastante comum em muitos líderes das principais organizações é, primeiramente, “negar a existência do outro” e, quando, com uma importante contribuição da internet, não dá mais para esconder dos próprios alunos que “inimigo mora ao lado“, nega-se lhe qualquer qualquer atributo de qualidade técnica, didática e gerencial.  Muitos gestores gastam um  tempo significativo falando mal dos seus concorrentes. Se os esforços para denegrir os concorrentes fossem concentrados na busca de métodos inovadores de gestão e de prática docente, as suas organizações alcançariam um desempenho muito melhor do que se, eventualmente, conseguissem  até mesmo “eliminar a concorrência”.

A concorrência é saudável, favorece a inovação e diminui a tendência a ficarmos acomodados, agarrados a modelos de gestão que, se alcançaram sucesso (???) no passado, já não servem para as demandas e desafios que o mercado nos coloca neste início de século XXI.

Diálogo, intercâmbio e competição…

Muitas vezes eu escutei colegas Faixas-Pretas lamentando um suposto “paraíso perdido”: – Ah, como era bom o tempo em que havia uma única ITF…

Era bom mesmo ? Não haviam os vários descontamentos abafados pela autoridade do General Choi e por seus representantes nacionais ? O Taekwon-Do Tradicional era amplamente conhecido e praticado no Brasil ? A maioria dos Instrutores podiam se dedicar exclusivamente ao Taekwon-Do e viver confortavelmente, com qualidade de vida digna e sem depender de outras fontes de renda ? Não haviam Faixas-Pretas defasados em suas graduações, que já mereciam estar bem mais avançados em suas carreiras ? Existiu, mesmo, esta “era dourada do Taekwon-Do ITF” no Brasil ?

Certamente, as dificuldades enfrentadas pelos praticantes desta Arte Marcial, no Brasil, não aumentaram com o surgimento de novas organizações gerenciando o Taekwon-Do Tradicional. Ao contrário, um primeiro benefício desta diversificação foi a distribuição, em diferentes entidades nacionais, de praticantes que, devido às mais diversas e justificadas disputas com seus pares, teriam, antes, que se afastar do Taekwon-Do ou se submeter a condições desfavoráveis aos seus desenvolvimentos como artistas marciais e como seres humanos.  Hoje, já existe uma possibilidade maior de encontrarmos uma entidade que se ajuste ao nosso “perfil profissional”.

Precisamos reconhecer e respeitar a existência do “outro”. Precisamos dialogar e aprender com o “outro”. Precisamos criar espaços para intercâmbios entre os praticantes ligados às várias organizações, realizando seminários técnicos, competições e mesmo encontros abertos àqueles que se encontram filiados às várias federações. O Brasil é um país continental e há espaço para todas as organizações crescerem e se desenvolverem em nosso país, todos podendo ganhar muito dinheiro com a prestação de serviços e venda de produtos ligados ao Taekwon-Do. Mas é preciso, também, ter muita coragem e muita competência para substituir, com inovação e qualidade, modelos de gestão ultrapassados e que nunca apresentaram resultados satisfatórios em nosso país.

Bons dias !!!

Sabum Nim Eduardo Godoi (4o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Rua Armando Steck, 408 – sala 3 – Centro – Louveira – SP – CEP 13.290-000

Baixos custos e maior oferta: uma nova filosofia de trabalho

por Eduardo Godoi

Prezados Leitores

Um dos graves problemas que sempre obstaram o crescimento e o desenvolvimento do Taekwon-Do Tradicional no Brasil é o alto custo de seus cursos de reciclagem e treinamento e a baixa frequência com que são ofertados. Com apenas um ou dois grandes eventos por ano, a possibilidade de os praticantes manterem-se atualizados, realizarem intercâmbios e criarem uma “network” torna-se muito dificultada.

Tentando implantar uma nova filosofia de trabalho, a Organização Brasileira de Taekwon-Do ITF (OBTI), inaugurou, no dia 23 de fevereiro de 2013, um ciclo de pequenos Seminários, com poucas horas de duração, com custos muito baixos e com uma frequência mensal.

Organização Brasileira de Taekwon-Do ITF - OBTI

Organização Brasileira de Taekwon-Do ITF – OBTI

Abordando alguns tópicos do currículo padrão da OBTI, o Sabum Nim Marcos Sanchez (6o. Dan e Presidente da OBTI), auxiliado pelo Sabum Nim Eduardo Godoi (4o. Dan e Vice-Presidente da OBTI) puderam apresentar a um publico mais amplo – que antes não tinha acesso a este tipo de evento devido ao alto custo das taxas de inscrição comumente cobradas – as especificidades de cada técnica e elucidar as muitas dúvidas dos alunos. A frequência mensal destes Seminários permite aos praticantes reforçarem os conceitos que lhes foram apresentados nos encontros anteriores, oferece a possibilidade de novas correções e um maior amadurecimento dos estudantes, tanto do ponto de vista técnico quanto marcial.

À direita, o Sabum Nim Marcos Sanchez (6o. Dan e Presidente da OBTI) ao lado do Sabum Nim Eduardo Godoi (4o. Dan e Vice-Presidente da OBTI), durante o Seminário Técnico realizado no dia 23 de fevereiro de 2013, em Jaguariúna-SP.

À direita, o Sabum Nim Marcos Sanchez (6o. Dan e Presidente da OBTI) ao lado do Sabum Nim Eduardo Godoi (4o. Dan e Vice-Presidente da OBTI), durante o Seminário Técnico realizado no dia 23 de fevereiro de 2013, em Jaguariúna-SP.

O próximo desafio é a criação de competições com o mesmo espírito: diminuir os custos, aumentar a oferta de eventos, permitindo o acesso a um público mais amplo. Este é um dos caminhos possíveis para a popularização do Taekwon-Do Tradicional no Brasil, historicamente tão elitizado.

Sabum Nim Eduardo Godoi demonstrando uma técnica durante o Seminário realizado em Jaguriúna (23 de fevereiro de 2013).

Sabum Nim Eduardo Godoi demonstrando uma técnica durante o Seminário realizado em Jaguriúna (23 de fevereiro de 2013).

Cabe destacar que estes novos modelos para cursos e torneios não excluem a necessidade dos grandes eventos, essenciais para a reciclagem de praticantes já experientes, em particular, os Faixas-Pretas: são, na verdade, um complemento importante para um aumento da qualidade técnica de estudantes que não têm a oportunidade de participar de cursos e competições mais caros.

Bons dias !!!

Sabum Nim Eduardo Godoi (4o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Rua Armando Steck, 408 – sala 3 – Centro – Louveira – SP – CEP 13.290-000

KWAN: Os Instrutores de “Karatê Coreano” e as origens do Taekwon-Do

por Diego Falcade

Na primeira metade do século XX muitos lutadores coreanos imigraram para a China ou Japão, já que na Coreia era proibido praticar artes marciais. Lá trabalhavam ou lutavam contra o seu próprio país.

Na China e no Japão, os coreanos podiam usar ou praticar artes marciais. É difícil descrever o período que o Taekwon-Do se encontrava em formação, já que ocorrências importantes raramente eram escritas em papéis e, quando era, a maioria dos registros foi destruída.

Depois do domínio do Japão, pelo menos cinco ou seis kwans foram criados entre 1940 a 1950. Um dos primeiros a estabelecer um ambiente estável de treino foi Won Kuk Lee, nascido em 13 de abril de 1907.

CLIQUE AQUI PARA LER O TEXTO NA ÍNTEGRA

Em 1946, houve tentativas de unificar as artes marciais. A data conhecida como o nascimento do Taekwon-Do é 11 de abril de 1955. Nesse dia um grupo de influentes homens entraram em conferência com o propósito de arranjar um nome para esse novo esporte, sendo proposto o nomeTaekwon-Do.

Choi escolheu o nome por ter ligação com os chutes e socos. No começo acharam muito parecido com “taekkyon” mas, depois concordaram.

Em 1959, Choi convocou uma outra reunião com os líderes dos Kwan, para recomeçar uma união.

Em 1965 Choi voltou para a Coréia após ter sido nomeado Embaixador da Malásia. Percebeu então, que o Tae Soo Do era a mesma arte marcial que ele tinha criado com outro nome, por isso sugeriu que o nome voltasse a ser Taekwon-Do  e assim ocorreu.

Em 22 de março de 1966, o Taekwon-Do atingiu o seu lugar como arte marcial global, após a criação da Intenational Taekwon-Do Federation.

BIBLIOGRAFIA

COOK, Doug. Taekwondo Tradicional: Técnicas Essenciais, História e Filosofia; tradução, Marcos Malvezzi. São Paulo: Madras, 2011

Boosabum Diego Falcade (1o. Dan)

Ch’ang Hon Ryu Taekwon-Do Brasil
Academia Shaolin – Louveira – SP
Rua Armando Steck, 294 – sala 2 – Centro

Sejong

por Luiz Carlos Silva

Sejong (1397-1450) “O grande”, é o nome do 4º rei da dinastia Chosun cujo reinado foi de 18 de Setembro de 1418 a 18 de maio de 1450. Considerado um dos mais notáveis e importantes reis na história da península, em cujo reinado foi inventado o famoso e eficientíssimo alfabeto fonético Hangul no ano de 1443 d.C. e proclamado em 1446 um dos mais práticos, perfeitos, científicos e precisos sistemas de escrita já concebidos, inicialmente com 28 letras e depois resumidas para 24 e que propiciou a Coréia um dos mais altos índices de alfabetização, ele também deu início a um impressionante desenvolvimento nos campo da: ciência, filosofia, música e tecnologia, também durante seu reino, a fronteira do norte onde hoje se localiza a República Democrática Popular da Coréia foi consideravelmente expandida. Além do mais em sua gestão houve grande avanço na área da meteorologia, tendo sido inventado em 1442, o primeiro pluviômetro da história humana.

Moon Moo

por Luiz Carlos Silva

Moon Moo (Munmu) filho do rei Muyeol, e sobrinho do General Kim Yoo Shim, período de reinado de 661 a 681, foi o 1º rei de Silla UNIFICADA, o qual completou a unificação dos 3 reinos:  Koguryo, Baekje, Silla. Conforme pedido do próprio Moon, seus restos mortais (cinzas) foram guardados em uma urna a qual foi colocada no fundo das águas de uma pequena ilha rochosa, de aproximadamente 200 metros de circunferência no mar leste, embaixo de uma rocha de granito, justamente no centro desta ilhota, onde a localização (disposição) das rochas formam uma espécie de piscina bem no meio desta ilhota, a cerca de 100 metros da costa coreana nas proximidades da praia Bonggil-li, Kyongju, província de Gyeongsangbuk-do, pois em sua visão  sua alma se tornaria um dragão justamente para lutar defendendo suas terras dos invasores japoneses.

Foto ampliada da ilhota de rocha no mar leste, justamente no meio forma-se uma espécie de piscina onde no fundo foi colocada a urna com as cinzas do rei Moon Moo.

Foto ampliada da ilhota de rocha no mar leste, justamente no meio forma-se uma espécie de piscina onde no fundo foi colocada a urna com as cinzas do rei Moon Moo.