Troublemaker

por Laís Semis

Pete Doherty, voz serena, pensamentos distantes, pálido, cabelos escuros, olhos que parecem procurar solução e pensar demais, ex-namorado da supermodelo Kate Moss. Ele já foi premiado como o “vilão do ano” pelo semanário musical NME – posto que Bush já ocupou. Volta e meia, Doherty está respondendo a ações criminais ou é condenado por algum delito relacionado ao seu problema com drogas pesadas. Viciado em heroína, o poeta apaixonado já causou muito por aí. Fato é que certas bandas vivem tão intensamente a trilogia roqueira que às vezes fica difícil distinguir a repercussão de suas músicas da de seus atos.

Peter Doherty, o libertine problemático

Conturbados relacionamentos com a banda e o comportamento instável o levaram a ser expulso da banda britânica The Libertines, que formava ao lado do melhor amigo, frontman e conquistador, Carl Barât. E, mesmo não havendo The Libertines sem Pete Doherty, a banda continuou a se apresentar com Anthony Rossomando substituindo o “troublemaker”. Diante da afronta, Doherty cogitou formar a sua própria Libertines, já que considerava a banda tão sua quanto de Barât e se considerava no direito de também usar o nome.

Foi impossível continuar sem Doherty. Eles sempre manteriam um fantasma enorme do problemático Pete intimamente ligada à imagem da banda, além de fãs que ficaram órfãos e insatisfeitos com sua ausência. Carl seguiu em frente formando o Dirty Pretty Things na companhia do também ex-libertine Gary Powell, enquanto Pete já estava desde os tempos anteriores à sua saída tocando com o BabyShambles.

Sobre o BabyShambles, ele traz muito mais de Pete do que de uma banda. E mesmo com uma formação que se altera e com tantos empecilhos comportamentais, ele segue firme frente à banda, diferente do Dirty Pretty Things, que terminou por conta, desta vez, dos vícios de Barât.

Apesar de toda a sombra que permeia a música dos Libertines, vale um destaque para a banda que ao lado dos Strokes, White Stripes, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys ajudou a construir a cena indie rock da década passada e movimentar a imprensa e os festivais, criando hinos e explorando as composições sentimentais do personagem que se tornou Doherty, agora expandindo seu talento para o cinema, estrelando o longa “Confession d’un Enfant du Siècle”.

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